AUDIÊNCIA PÚBLICA CONTRA A REPACTUAÇÃO - ALERJ/RJ - 26/02/07

Por iniciativa do
Dep. Paulo Ramos foi realizado debate público na ALERJ/RJ. O plenário lotou com mais de 400 pessoas, a maioria aposentados e pensionistas.
Dessa vez, além da
APAPE, AEPET, AMBEP, Sindipetro/RJ, FNP entre outras entidades, a FUP e a PETROS se fizeram representar, respectivamente, por Paulo César Chamadoiro (FUP e Conselheiro Deliberativo) e Newton Carneiro (Secretário-Geral da PETROS).
Os posicionamentos de Paulo César e de Newton foram, como de costume, tão ridículos que receberam vaias repetidas.

Não só na ALERJ, como na palestra que a PETROS e Petrobrás promoveram no Hotel Guanabara de manhã, a APAPE colocou em destaque sua faixa "Contra à Repactuação" - no Hotel Guanabara foi nosso "Homem-sanduíche". Como resultado recebemos a visita de mais de 10 colegas na nossa Sede. Era triste testemunhar a aflição, incerteza e a verdadeira agonia por que passavam. Uma viúva chegou a chorar diante da situação.
As questões colocadas por nós e demais colegas contrários à Repactuação já são de todos conhecidas. Questões como: a) falta de ação dos representantes da FUP e atuais dirigentes e integrantes do Conselho Deliberativo da PETROS em permitir e ser conivente como o processo de licitação que culminou com a contratação da GLOBALPREV; b) o déficit alegado pela FUP de R$ 4,5 bilhões é na realidade de R$ 2,86 bi; c) a forma como o nosso cadastro da PETROS foi parar nas mãos da FUP; d) ausência de debates sobre a repactuação; e) acordo ilegítimo da FUP para aceitar R$ 6,0 bi por uma dívida que pode chegar a 13,0 bi; e) a ilegitimidade da FUP ao afirmar que representa todos nós, sem ter nossa concordância; f) ameaça de aumento nas contribuições de 66%; g) a proibição para que pudéssemos realizar debates ou apresentações nas instalações das Patrocinadoras; h) a repetida coação exercida pelas "chefias" sobre os subordinados da ativa para que assinassem a repactuação; h) os recursos gastos pela Petrobrás com todo o processo da repactuação; i) razões que levaram a FUP e seus representantes na Petrobrás e PETROS a mudar de posição tão logo assumiram seus cargos nestas empresas.
Todas estas questões não conseguiram ser respondidas. Claro, não há nenhuma explicação plausível.
Como técnica, tanto Paulo César quanto Newton procuraram tergiversar (fazer rodeios) e digressionar (desvio de rumo, sair do tema). Estas "estratégias" vêm sendo usadas sempre e por todos os que desejam nos convencer da "vantagem" da repactuação. Não é nenhuma novidade. É, isto sim, um procedimento a que falta ética, princípios. É imoral!
Como fizemos menção, entre outros aspectos, à estranha contratação da GLOBALPREV,
Paulo César Chamadoiro ao invés de responder as questões, ameaçou
o Diretor Secretário da APAPE, Rodolfo Huhn, com processo. Quanto não há argumentos para aqueles que possuem nítidas tendências ao arbítrio (diríamos de natureza similar às fascitas), o que lhes restam são ameaças e coações. É simplesmente isto o que vem ocorrendo.
Este membro da alta corte Fupiana e da PETROS - na PETROS na qualidade de membro do Conselho Deliberativo -, se julga senhor de todos nós, como se fossemos seus vassalos. Paulo César esquece que os "cães ladram e a caravana passa".
Seria muito interessante que Ele viesse nos processar para que pudéssemos ver o judiciário julgando a questão GLOBALPREV sobre os aspectos, morais, éticos e profissionais. Estas balizas a PETROS deveria respeitar, pois deveria ser obrigação dos dirigentes e dos Conselheiros defender os nossos interesses, os dos participantes e donos do Fundo PETROS.
Quanto à Newton Carneiro, já dissemos, o que esperar Dele que há pouco mais de quatro anos abraçava a bandeira de protesto contra o PPV? Agora que Ele e os outros ocupam cargos maravilhosos e bem remunerados, não mais querem saber de nada.
Paulo César, Newton, demais dirigentes e seguidores de diretrizes desconhecidas, que tão somente nos intranqüilizam, estão cada vez mais apequenados. Se tornam a cada dia merecedores de menos atenção e respeito de todos nós que temos a percepção do que está acontecendo. Esta é a razão de tantas vaias merecidamente recebidas.
Como se não bastassem as ameaças,
Paulo César declarou, também, que iria pedir a prorrogação do prazo da Repactuação nesta 4a-feira, 28/02/07.

Se de um lado do plenário estavam colegas do Sindipetro/RJ e outros defendendo "A Não Repactuação e o Plano BD Para Todos", do outro lado estava meia dúzia de gatos pingados da FUP com uma faixa contendo os dizeres: "NÃO FIQUE SÓ, REPACTUE JÁ".
Muito estranho. Afirmam que têm legitimidade para nós representar (- sem nossa concordância) e somente conseguem meia dúzia de "repactuados"?
Por outro lado, sabemos que não estamos sós. E ainda que estivéssemos,
MELHOR SERIA ESTAR SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO.
O
Dep. Paulo Ramos, que mais uma vez nos apoiou, conhecido por sua história defendendo os trabalhadores, apesar de agir como moderador, não conseguiu se conter e
declarou quanto ao posicionamento da FUP e atuais dirigentes da PETROS: "
É impossível alguém representar dois interesses em conflito". Quanto à busca do convencimento dos participantes da PETROS para aceitar abrir a mão de direitos: "
Ceder agora significa ceder lá na frente". Quanto ao conflito de interesses em participar do movimento sindical e da FUP cumulativamente com a função de dirigente na PETROS ou Petrobrás: "
Deveriam pelo menos deixar a representação sindical por incompatibilidade, por ética".
Não é com brioches que o povo vive! Tampouco os aposentados e pensionistas!
O FUNDO PETROS É NOSSO! ...E NÃO DESSES SUSERANOS QUE SE JULGAM DONOS DE UM FEUDO: a Petros e Petrobrás!
Repetimos nosso comentários expostos no documento "
ATO CONTRA REPACTUAÇÃO":
- Não temos os recursos financeiros, políticos e nem somos capazes de exercer tráfego de influência.
- Não obstante sempre declararemos nosso GRANDE NÃO aos absurdos que acontecem.
- Nós seguiremos nossa caminhada, não deixaremos nos levar por quaisquer ameaças, inverdades, falsas alegações (e o "rombo" da PETROS, não era de R$ 5,5 bi em Dez/04 e a PETROS estava "quebrada"?) Déficit atuarial para Eles virou "rombo", déficit atuarial este que hoje é de R$ 2,86 bi.
- Pois é, quem fala a verdade... Quem fala a mentira? Nós ou Eles?
Ato Contra a Repactuação - 13/02/07
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Os assim apelidados "PANFLETINHOS da APAPE"
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É importante reclamar - não é um costume nosso.
Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!