A FUP continua na sua política
Goebbeliana de insistir nas inverdades. Em seu panfleto "Primeira Mão" - Edição 865, de 10 a 17/10/2008, traz notícias de que o
conselheiro Paulo César Chamadoiro estaria cobrando da Diretoria uma apresentação sobre os impactos da crise financeira no Plano PETROS e PETROS 2
(o plano financeiro dos novos empregados). Antes, porém, informa aquele panfleto que o déficit da PETROS em agosto alcançava o valor de R$ 4,5 bilhões.
Assim, já preparado o menos avisado leitor por essas informações iniciais, passa o bom-moçismo desse pasquim a atacar todos os Conselheiros eleitos e que se
opõem a malfadada fraude que se intenta contra todos os participantes da PETROS através da ação em curso na 18ª VC/RJ. Os Conselheiros atacados são:
Paulo Teixeira Brandão, Yvan Barreto, Fernando Siqueira e Guilherme Vasconcellos.
Nessa ação, promovida inicialmente pela FUP, já estando bem perto de se chegar a uma conclusão favorável aos participantes da PETROS, tendo em vista o
laudo pericial, que vinha ao encontro das nossas expectativas ao estabelecer um valor de cerca de R$ 9,885 bilhões por aportes deixados de ser efetuados
pela Petrobrás, esta Federação, no final de 2007, resolve destituir o patrono inicial, Dr. Castagna Maia,
e buscar um acordo com a PETROS e Petrobrás, negociando os R$ 9,885 bi por meros R$ 4,76 bilhões (menos da metade do apontado pela perita do Juízo).
Diz mais o jornaleco Primeira Mão, que estes conselheiros impedem o porte de R$ 6,00 bilhões. Grande mentira! Não somente estes conselheiros como, também, várias
Associações (APAPE, AEPET, AMBEP, ASTAIPE/Santos, ASTAPE/DC, ...enfim, a quase totalidade) têm se manifestado contra este absurdo.
A aparente sinceridade e a fingida verdade estampada no folheto, não cita, porém, que os itens homologados pelo Juiz da 18ª VC/RJ, não alcançarão jamais
o valor de R$ 6,00 bilhões. Tampouco cita que um dos itens - relativo aos "Pré-70", jamais será pago. Aliás, na última audiência - que pudemos assistir - Paulo César
não se continha em sua alegria com a estapafúrdia decisão do Juiz. Esta decisão não só feriu inúmeros regras processuais, com está eivada de vícios, que no
nosso entender poderão levar a sua nulidade. Mas todos os de lá - os do mal - estavam satisfeitos: a Diretoria da Petros, os representantes da FUP, os
representantes da Petrobrás e seu advogado Celso Barreto - ex-Chefe do SEJUR/PB.
Agora justificam que o novo valor é decorrente da correção do valor inicial levantado em dezembro de 2006. Por esse raciocínio, daqui há dez anos poderemos
receber um valor muito maior, mas que levado ao valor da época (2006) será sempre menos da metade daquele levantado por perícia judicial.
Em destaque, numa caixa lateral daquele folhetim, tecem uma série de afirmações, dentre estas a de que a dívida dos "Pré-70' será paga pela Petrobrás.
Por conveniência, omitem e escondem o fato de que ela, em verdade, jamais será paga, como já restou provado por diversas
análises
(1). A dívida dos "Pré-70"
jamais será paga, pois todos - ou quase todos desses grupo - infelizmente já deverão estar em outra vida (que não esta) - a dívida será corrigida (?)
atuarialmente
e paga depois de 20 anos.
(1) Leia, entre outras, APAPE: 13 Indagações que nos trazem lembranças e porquês.
Quanto aos demais itens descritos ninguém tem certeza de nada, já que a PETROS não disponibiliza as informações que alegadamente estariam em negociação
ou já negociadas. E acreditar na FUP, PETROS e Petrobrás é o mesmo que acreditar em "boi-da-cara-preta".
Nesse sentido, mais uma vez os nossos conselheiros estão solicitando à PETROS informações, como se lê abaixo nas cartas publicadas pela APAPE. Resta saber
se a PETROS irá responder de forma conclusiva, pois jamais o fez durante os anos que participamos do Conselho Fiscal.
E é por estas razões - pela permanente intranqüilidade que a PETROS nos traz - que a APAPE, dentro de seus limites, estamos buscando inúmeros de nossos direitos via judicial.
11/Out/2008
Rodolfo Huhn - Diretor Jurídico da APAPE