Associação dos Participantes da PETROS Documento:Novo plano da Petros vai excluir os aposentados
Fonte: Gazeta Mercantil - 25/03/03
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  Fonte: Gazeta Mercantil - 25/03/03
Colaboração: Domingos de Saboya Barbosa Filho - Ulisses Barreto



Comentários de Saboya

Meus prezados,

A matéria abaixo foi veiculada ontem pela Gazeta Mercantil. Alguns lapsos de português foram corrigidos outros não, mas há imprecisões e informações que não são verdadeiras como o trecho que destaco:
Na gestão anterior, foi criado um plano desse tipo, mas ele foi embargado judicialmente por ação dos petistas, a despeito de a grande maioria dos participantes terem concordado em migrar para o novo plano. (grifei)
Atribuir ao PT a glória do embargo chega a ser um exagero. A iniciativa foi decorrente de uma verdadeira explosão de indignação pela afronta à inteligência dos participantes e, até mesmo, com maciço repúdio dos participantes ativos, que não migraram. Quanto aos aposentados e pensionistas, registre-se que uma quantidade expressiva dos que migraram o fizeram para se safar de uma angustiante situação de penúria financeira, aceitando se venderem a qualquer preço para solver dívidas... ou atemorizados pelas constantes ameaças de se abrirem caixas de pandoras. Houve verdadeira campanha de terror sobre uma massa que já não conta mais com a força do trabalho para promover pressão! Assemelho ao que houve, da forma como foi desenvolvida a campanha, um ato de deplorável covardia. De fato os sindicatos se manifestaram em socorro dos aposentados e, apenas o PT porque, circunstancialmente ocupava aquelas representações de classe, na condição de FUP... Já a afirmação de a grande maioria ter concordado em migrar trata-se de enorme equívoco ou deslavada mentira e que se deve corrigir para que a versão não ocupe o lugar dos fatos..

Bem, atribuímos à repórter não ter traduzido adequadamente a informação recebida e daí incorrido nesta falha de interpretação como também naquelas que fala em 55 milhões de Pessoas e outros escorregos... Foram lapsos, por certo. Seria muito bom que o presidente da Petros nos brindasse a todos com uma manifestação a respeito, corrigindo ou ratificando as manifestações atribuídas a ele.

Abraços a todos
Saboya


Comentários da APAPE
(O antijornalismo)

Endossamos os comentários do Dr. Saboya e acrescentamos que "trabalhos" como os da jornalista que assina o artigo, são os exemplos máximos negativos dessa profissão. A jornalista não só não lê o que escreve como, também, demonstra não ter nenhum conhecimento sobre o assunto e, o pior, tampouco procurou se informar a respeito.

É público que a "administração" de Flory deixou um rombo contábil de R$ 827 milhões no final de 2002 e que já alcança R$ 1.085 milhões no final de Jan/03.

Além do mais, a jornalista ouviu falar, mas não sabe exatamente o quê e onde, sobre o encaminhamento, ao Pres. Dutra da Petrobrás e ao Pres. Pinheiro da PETROS, de um plano de benefícios chamado de "Plano de Contribuição Tecnicamente Definida". Este plano foi encomendado ao Prof. Ruy Nogueira pela AMBEP.

Estudos, muito provavelmente, estão sendo desenvolvidos pela nova administração da PETROS. Daí a concluir-se que o plano será de contribuição definida e que será a segunda tentativa de se implantar este tipo de plano é uma mera especulação da "jornalista".

De acordo com inúmeras declarações do Presidente da PETROS, Sr. Wagner Pinheiro, e do Presidente de seu Conselho Deliberativo, Sr. Wilson Santarosa, qualquer novo Plano pretendido será objeto de francas e abertas discussões.

Rodolfo Huhn
APAPE


Novo plano da Petros
vai excluir os aposentados

Gazeta Mercantil, de 25 de março de 2003
Lúcia Rebouças, de São Paulo

A Petros, fundo de pensão dos funcionários do sistema Petrobrás, pretende criar um novo plano de contribuição definida para abrigar todos os atuais participantes, com exceção dos já aposentados. Os estudos para a criação do fundo já foram encomendados pelo economista Wagner Pinheiro, que recentemente substituiu Carlos Flory na presidência da entidade.

Esta será a segunda tentativa da Petros de ter um plano de contribuição definida. Na gestão anterior, foi criado um plano desse tipo, mas ele foi embargado judicialmente por ação dos petistas, a despeito de a grande maioria dos participantes terem concordado em migrar para o novo plano.

Desta vez, porém, as chances de sucesso são maiores porque estão na direção do fundo aqueles que antes eram da oposição. Pinheiro foi indicado pelo presidente da Petrobrás, o petista José Eduardo Dutra e teve seu nome aprovado pelo Conselho Deliberativo do fundo - formado por participantes, aposentados e representantes das patrocinadoras e presidido pelo sindicalista ligado ao PT. Wilson Santarosa. Antes de assumir a Petros, Pinheiro, que participou da equipe de transição do governo petista, passou quatro anos à frente da diretoria financeira do Banesprev

O novo plano não será de contribuição definida puro, terá benefícios agregados e sua criação vai depender de aprovação do conselho deliberativo do fundo, segundo o presidente da Petros. O plano de Beneficio definido já foi fechado para novos participantes. Quem entrou na empresa depois de 2001 está sem fundo de pensão.

A criação de planos de contribuição definida tem sido a alternativa de muitas entidades para evitar que déficits obriguem patrocinadoras a aumentar suas contribuições ao fundo, como foi o caso da Petrobrás.


Política de Investimentos

Na tocante à política de investimentos, a nova gestão não planeja grandes mudanças. Pinheiro informou que vai manter uma política conservadora para as aplicações financeiras dos ativos e que vai prosseguir com os investimentos em infra-estrutura em parcerias com a Petrobrás ou com outros empreendedores.

Conforme Pinheiro, 75% da carteira de investimentos da Petros, que fechou 2002 com R$ 18,6 bilhões, está em papéis de renda fixa pós-fixados, sobretudo títulos públicos federais, o que deverá ser mantido. Em infra-estrutura já está em análise um investimento de R$ 15 milhões numa fábrica de não poluente aerossol, para substituir o gás hoje utilizado que prejudica a camada de ozônio. Para aplicações na renda variável, a política será a de não perder boas oportunidades.

A prioridade será sempre promover uma rentabilidade não muito superior à meta atuarial da entidade que é de INPC mais 6%ao ano, para não correr riscos desnecessários, afirmou. Também não serão feitas aplicações de longuíssimos prazos, porque a Petros precisa de liquidez, já que tem mais despesas com pagamentos de benefícios do que arrecada com novas contribuições, acrescentou.

Pinheiro esclareceu que o fundo não tem desencaixe de curto prazo elevado e que os vencimentos cotidianos de títulos federais cobrem as necessidades de pagamentos de benefícios. Atualmente, o fundo paga aposentadorias e pensões a 55 milhões de pessoas, com um desembolso mensal de cerca de R$ 100 milhões.'

Em 2002, o patrimônio da Petros cresceu 10,6%. uma performance abaixo da meta atuarial, exatamente porque as despesas superam as contribuições. A rentabilidade dos ativos, porém, compensaram essa situação. Renderam 20.41%, superando os 19,28%. do INPC mais 6%, do ano passado

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