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Petrobras pode começar a explorar Tupi antes de 2009, diz diretor
Fonte: Reuters/Brasil Online - 13/11/2007
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Fonte: Reuters/Brasil Online - 13/11/2007 // Adaptado por: APAPE

Petrobras pode começar a explorar Tupi antes de 2009, diz diretor
Por Marcelo Teixeira

Plataforma SÃO PAULO (Reuters) - A plataforma P-34, ancorada no campo de Jubarte (ES), poderá ser a primeira a ter um poço da tão comentada camada pré-sal conectado para produção. Almir Barbassa, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da estatal, afirmou que a plataforma P-34, em Jubarte, poderá estrear o nova fronteira petrolífera do Brasil, a faixa ultraprofunda abaixo da camada de sal que se estende por 800 quilômetros do Espírito Santo a Santa Catarina.

Há novas reservas identificadas no pré-sal abaixo de onde está localizada a plataforma.

- É um poço que estaria sendo conectado na plataforma P-34, inclusive para coletar mais dados sobre produtividade do reservatório - afirmou. - É possível até antes de 2009.

Repsold afirmou que há bastante atividade exploratória na bacia de Santos, onde está a reserva gigante de Tupi. Até dezembro de 2008, serão 22 poços exploratórios na área.

- É uma atividade compatível com o potencial que a região está mostrando - afirmou.


Plataformas ociosas
Mas enquanto o futuro promissor não chega, a Petrobras continua registrando problemas, como a ociosidade em duas de suas plataformas.

Ao mesmo tempo em que fornecia alguns dados sobre a região de alto potencial de exploração -a faixa ultraprofunda conhecida como pré-sal-, a estatal informou nesta terça que duas de suas plataformas, a Capixaba e a Cidade do Rio de Janeiro, estão operando abaixo da capacidade devido ao rendimento insuficiente nos reservatórios que exploram.

A Capixaba está no campo de Golfinho, no litoral do Espírito Santo, e a Cidade do Rio fica no campo de Espadarte, na bacia de Campos, litoral fluminense.

"A plataforma em Espadarte (Cidade do Rio) está operando abaixo do esperado. Estamos avaliando, mas não temos solução pelo menos até o ano que vem", informou em reunião com analistas e investidores Hugo Repsold, gerente geral de estratégia e gestão de portfólio de exploração e produção.

Segundo ele, o mesmo problema acontece com a FPSO Capixaba, em Golfinho. "Os reservatórios não estão respondendo como esperado. Isso acontece", disse Repsold.

Ambas as plataformas possuem capacidade para 100 mil barris por dia. Uma possível solução para a ociosidade, segundo o gerente, seria conseguir conectar outros poços às plataformas, mas são processos demorados, que podem levar vários meses.

A Petrobras, que tem encontrado dificuldades para atingir metas de aumento de produção nesse ano, espera ter um bom impulso na área com a as três plataformas que estão prestes a entrar em operação (Cidade de Vitória, em Golfinho, P-54 e P-52, em Roncador, na bacia de Campos).

As duas primeiras devem iniciar produção ainda em novembro, enquanto a terceira ficou para dezembro.

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