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Fonte: APAPE
Cometários da APAPE
Aposentados fazem velório de dirigentes da Petrobrás e PETROS - 06/11/07
Em renovada manifestação os aposentados e pensionistas, com o apoio de alguns ativos, voltaram a demonstrar sua total insatisfação com a política discriminatória praticada pela Petrobrás e seus acólitos da PETROS.
Dessa vez o evento começou na porta da PETROS onde Wagner Pinheiro de Oliveira (presidente), Maurício França Rubem, Ricardo Malavazi Martins e Newton Carneiro (diretores) e dos Conselheiros Deliberativos: Wilson Santarosa (presidente do conselho), Diego Hernandes, José Lima de Andrade Neto e Paulo César Chamadoiro Martin, foram simbolicamente velados. Também mereceram o mesmo tratamento o Gerente de Recursos Humanos da Petrobrás Diego Hernandes e o seu presidente Sérgio Gabrielli.
Não por acaso que os aposentados manifestam sua repulsa por estas figuras subservientes à tresloucada política federal com reflexos diretos na Petrobrás, no seu quadro de empregados e trazendo conseqüências ultrajantes para os aposentados e pensionistas.
Esta política vem se perpetuando há mais de uma década. Tanto o governo federal anterior bem como o atual, cercado por escândalos e flagrantes atentados à cidadania, comete uma séria de violações à dignidade dos empregados do Sistema Petrobrás e aos seus ex-colaboradores - que tanto fizeram para que a empresa se tornasse merecedora de respeito e admiração mundial. Mas isto é passado. Hoje esta política se manifesta em crimes de lesa-pátria e nos rompimentos e descumprimentos de contratos. Leilões são promovidos por razões escusas em áreas prospectadas e nas quais a Petrobrás investiu muito dinheiro e experiência. Tudo é transferido com pompas e muita mídia, porém, quase de graça para o setor privado - em sua maioria empresas com capital estrangeiro, sem sequer haver qualquer compensação adequada e como se a Petrobrás não fosse capaz, como sempre foi, de explorar estes campos.
Os fiéis seguidores do planalto central - tanto neste governo como no anterior - realizam contratos em que, sobre muitos deles, surgem e pairam no ar notícias, pelo menos, de suspeitas sobre sua correção e gerenciamento. Coisa em nível jamais visto no nosso passado. Coisa similar ocorre na Petrobrás e PETROS.
Empregados são coagidos. Aqueles que resolvem se manifestar contrariamente a estes desmandos são perseguidos e, é de se pasmar, até mesmo demitidos. Isto numa administração que se diz preocupada com o bem estar e o aspecto social dos seus quadros. O "social" a que eles se referem diz respeito apenas à preservação de seus interesses pessoais e do poder. Nada a haver com os direitos conquistados ou com as obrigações reciprocamente acordadas, nem com o que é de direito. Muito menos com a manutenção da soberania e independência da nação quanto ao aspecto energético.
A recentíssima ameaça da falta de gás natural, ao nosso ver, se trata apenas de uma cortina de fumaça para que eles mantenham seus interesses e poder preservados. O resto, nós, aposentados e pensionistas, bem como os ativos somos mera massa de manobra para que seus objetivos sejam concretizados.
Hoje, aposentados e pensionistas, somos submetidos a coações, escárnios, e, diuturnamente, sofrendo ameaças aos nossos direitos. Mas, se a Petrobrás continua sendo dilapidada pelos seguidos leilões de petróleo - prospectado por um custo elevadíssimo, e sofre seguidos constrangimentos e descrédito - como no caso do recentíssimo corte do gás natural, o que podemos dizer nós mantenedores-beneficiários da PETROS?
Estamos convencidos de que tudo se trata de uma trama, uma novela sofisticada e bem urdida cujo final não será feliz nem para os brasileiros e cidadãos, muito menos para nós da PETROS.
No caso presente, por que novamente os empregados ativos receberão prêmios lineares para todos (30%) e aumentos reais através dos reeenquadramento do Plano de Classificação e Avaliação de Cargos - PCAC? Por que abrir mão dos mais de R$ 5 bilhões - do total de R$ 9,88 bi - que a Petrobrás deve a PETROS? Então quem sai ganhando o que? Evidentemente que não são os aposentados e pensionistas. Mas quem ganha quanto? Por que? Como? Não cansamos de perguntar, sabendo que podemos inferir de que e de quem se trata.
E as promessas apresentadas para que houvesse a adesão de 72% concordando com a "repactuação"? Vãs, mentirosas e ardilosas, puro engodo. E ainda procuram culpar os Conselheiros eleitos Paulo T. Brandão, Yvan Barretto e Fernando Siqueira, pelos desatinos que eles estão cometendo.
Tudo caminhando para uma desmoralização maior ainda. O que esperar de um País em que políticos homicidas são reeleitos, em que políticos conseguem ter mais sucesso com a pecuária - sem se poder dedicar à atividade - do que os tradicionais criadores, em que juízes se sujeitam a arreglos de deixar atônitos muitos dos que buscam a sua proteção?
Somos uma força de formação de opinião. Podemos, sim, mudar esta situação caótica, antes que seja tarde demais.
Porém não apoiar atos de mobilização e de protesto - comparecendo - que visam garantir, em última instância, nossos direitos é um suicídio a longo prazo e em doses homeopáticas.
06/11/07
Rodolfo Huhn - Diretor Secretário da APAPE
FOTOS DO EVENTO
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Aposentados fazem velório de dirigentes da Petrobrás e PETROS
A manifestação, coordenada pela FNP - Frente Nacional dos Petroleiros e com o apoio dos Sindipetros do Rio de Janeiro, Litoral Paulista, S. J. dos Campos, Pará/ Maranhão/ Amazonas/ Amapá e Alagoas/ Sergipe, começou cedo em frente à Sede da PETROS.
Lá foram providenciados os velórios de corpo presente, digo de fotografia presente, do Gerente de Recursos Humanos da Petrobrás, bem como, "in memoriam", de todos os dirigentes da PETROS: Wagner Pinheiro de Oliveira (presidente), Maurício França Rubem, Ricardo Malavazi Martins e Newton Carneiro (diretores) e dos Conselheiros Deliberativos: Wilson Santarosa (presidente do conselho), Diego Hernandes, José Lima de Andrade Neto e Paulo César Chamadoiro Martin.
O Féretro seguiu às 11:00 horas para o EDISE/PETROBRÀS, onde foi providenciado o sepultamento. Esperamos que estes zumbis não saiam dos seus caixões dourados e deixem de infernizar nossas vidas.
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Da PETROS à FUP
O cortejo seguiu pela Av. Rio Branco.
Vários colegas se revezaram em segurar as alças do caixão.
Em frente a FUP fez-se uma saudosa homenagem a alma da antiga FUP.
Os presentes sentiram saudades da alma da FUP primordial, cujo corpo foi incorporado por almas malignas que trazem diversos males a todos nós.
Vade reto Satanases, saiam capetas malignos, externavam os presentes em frente a atual nazi-FUP.
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Caminhando ao EDISE
Também jovens aposentadas fizeram questão de ajudar a carregar o caixão.
Vários colegas mais experientes não demosntravam nenhum cansaço.
Demonstravam muito viço e animação, apesar de estarem participando de um féretro.
O Presidente da APAPE sempre se faz presente (de casaco, apesar do calor?).
Outros traziam e faziam questão de mostrar as fotografias dos "bumbuns" expostos em protesto de 25/10/07.
O do próprio estava na foto.
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| A DESPEDIDA FINAL AOS DIRIGENTES DA PETROBRÁS E PETROS |
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É importante reclamar - não é um costume nosso.
Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!
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