Associação dos Participantes da PETROS Documento: Audiência Pública na ALERJ - 14/11/01
Colaboração: Sergio Eiras
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PETROLEIROS REJEITAM PETROBRÁS VIDA

Resumo da Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro

Opiniões de ex-dirigentes da Petrobras

Colaboração de Sergio Eiras - 14/11/01

Num plenário lotado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os participantes da Petros rejeitaram hoje a migração para o Plano Petrobrás Vida. O encontro reuniu centenas de petroleiros que, por aclamação, revelaram que não irão migrar para o plano proposto pela Petrobrás. O presidente da Petrobrás, Henri Phillipe Reichstul, e o presidente da Petros, Carlos Henrique Flory, apesar de convidados, não foram à audiência pública, demonstrando desinteresse em informar aos participantes, ao poder público, sobre o Petrobrás Vida. A atitude veio comprovar que eles não querem e não conseguem explicar o plano quando em debate com as entidades. Na audiência de hoje, ficou decidido que os deputados federais irão propor uma audiência pública também na Câmara Federal.

No próximo dia 30 de novembro, sexta-feira, às 14h30m, na Alerj, haverá uma nova audiência com a presença dos deputados federais Vivaldo Barbosa (PDT), Miro Teixeira (PDT), Milton Temer (PT), Jandira Feghali (PCdoB), além dos senadores Saturnino Braga (PSB) e Geraldo Cândido (PT). O diretor de RH da Petros, José Lima Andrade Neto, foi convidado. O advogado que atua na área da previdência Paulo Henrique Fonseca e o atuário Clóvis Marcolin, irão participar do debate como representantes do Comitê em Defesa dos Participantes da Petros.

Na audiência de hoje, o diretor de comunicação da AEPET, Argemiro Pertence, disse que era desumano impor uma migração para os aposentados como está sendo proposto pela Petrobrás. Segundo ele, os participantes não foram os culpados pela redução dos quadros da empresa - de 60 mil para 32 mil - reduzindo a contribuição para a Petros e ajudando a compor o déficit. Ele também disse que é desumano a Petrobrás e a Fundação tentarem comprar a consciência dos participantes com 2,5 salários e com informações parciais. Segundo Pertence, neste momento, é muito importante a união de todos, já que os participantes cumpriram a sua parte que foi a de recolher mensalmente a contribuição para a Fundação.

"O tempo deles está acabando. Eles não vencerão", disse Pertence.

O curador da Petros Paulo César Martin disse que em dois dias de mobilização, os participantes e beneficiários conseguiram reunir um grande número de pessoas, o que demonstra que a maioria das pessoas está contra o Plano Petrobrás Vida. Ele chamou a atenção de que a Petros não vem sendo transparente em relação ao processo de migração. Paulo César disse que a Fundação informou que 16 mil pessoas haviam migrado, só que na página hoje na Internet a informação era de que 15% migraram, ou seja 12.600, se considerados os 84 mil participantes do Sistema Petrobrás...

"Todos os dois números são menores do que 16 mil, o que significa que eles estão desesperados e na contra-informação", disse Paulo César. Ele disse também que as entidades estão preparando ações bem fundamentadas que poderão sustar o processo de migração. Por isto, segundo ele, não é momento para a migração. Paulo César informou que, caso o número de migrações seja muito pequeno, como está sendo verificado, a Petrobrás será obrigada a negociar um plano melhor do que o apresentado pela Petros.

"O Plano Petrobrás Vida é o pior apresentado até agora. No Banco do Brasil, eles conseguiram que apenas os novos empregados fizessem parte do novo plano. Os participantes e beneficiários da Petros não podem ficar coagidos pelo Petrobrás Vida com um índice manipulado pelo governo, como o IPCA" disse Paulo César.


Depoimento de outros importantes colaboradores que construíram e
transformaram a Petrobrás na 8ª empresa mais admirada do mundo


"A Petrobrás criou o Plano Vida para esquecer e enterrar o seu passado. Um passado de lutas sacrifícios e glórias onde a competência, a honestidade e o amor criaram a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo. Esse passado é representado hoje pelos aposentados da Petrobrás".
Pedro Carvalho (Ocupou os cargos de chefe-adjunto do Serviço de Processamento de Dados da Petrobrás, chefe da Inspeção de Equipamentos da Reduc e chefe da Inspeção de Equipamentos da RLAM).

"Administradores que oferecem dinheiro ao participante para mudar de um plano previdenciário para um de simples aplicação financeira não inspiram confiança e credibilidade no que dizem e que no que oferecem".
Sylvio Massa de Campos (Foi Superintendente de Distribuição, primeiro diretor comercial da Petrobrás Distribuidora e representante da Interbrás/Braspetro na Europa).

"Não pretendo migrar porque confio em que a Justiça obrigará a Fundação a obedecer às disposições legais e regulamentares em vigor".
Joaquim Gentil Netto (Foi presidente da Petros, chefe do Serviço de Organização e Gerência Administrativa da Petrobrás).

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