Não temos mais dúvidas,
o processo eleitoral que escolheu um Conselheiro Deliberativo e um Conselheiro Fiscal foi fraudado.
Desde agosto/04 a
APAPE veio mostrando estranheza com a condução do processo. Naquela ocasião, pela vez primeira, em reunião do Conselho Fiscal, procuramos obter informações sobre o processo eleitoral, que entendíamos, deveria estar concluído antes do final do ano.
Em outras ocasiões reiteramos o nosso pedido. O secretário-geral, Newton Carneiro, sempre respondia que o processa estava
em desenvolvimento e seria divulgado com antecedência e a necessária publicidade. (vide carta de
22/Nov/04).
Porém, o secretário-geral mentia. Em 19/novembro de 2004 o edital foi divulgado, somente no Site da PETROS, e o prazo de 2 semanas para que os interessados tomassem conhecimento e pudessem se inscrever. O período foi de 2de novembro a 06/dezembro de 2004.
As eleições anteriores, realizadas em 2003, foram concluídas antes do final daquele ano.
Estas eleições foram marcadas para o período de 24/01/2005 até 11/02/2005. Época de
férias, quando muitos dos participantes estão ausentes de seus domicílios. Como se não bastasse,
neste período ainda houve o carnaval.
Claro que não existiu coincidência.
Ou houve extrema incompetência ou então existiu direcionamento das eleições.
Interessante observar que
o mandato dos conselheiros substituídos se encerrou em meados de fevereiro. Mas as eleições só terminaram em março de 2005.
Mas, não param por aí as "coincidências". No início de 2005,
um convite de almoço para divulgação de sua candidatura,
distribuído pelo candidato Paulo César, ostentava no seu rodapé o logotipo da PETROS,
induzindo àqueles que o receberam
ou o viram, a julgar que o candidato era apoiado pela PETROS. (vide cópia do
convite).
Outra
decisão estranha foi a anulação de cerca de 2.000 votos enviados via correios. A PETROS distribuiu
As cédulas com bastante antecedência e alegou que os participantes postaram seus votos antes da data marcada para o início
das votações.
Ou seja, de um lado faz com as eleições coincidam com férias e com o carnaval e, do outro, anula quem se antecipou (até mesmo porque iria se ausentar).
Mas os votos não estavam sob a guarda dos correios? Realmente não convence ninguém.
Se os fatos acima podem ser caracterizados, na melhor das hipóteses, como decorrentes de uma inusitada incompetência,
o
pior de todos foi a transferência do cadastro de participantes da PETROS para a FUP que apoiou os candidatos Paulo César e Silva. Este
cadastro foi utilizado para remeter a propaganda destes candidatos. Na etiqueta consta o número de matrícula dos participantes
na PETROS.
Diante de tais fatos a APAPE questionou a PETROS por correio eletrônico (27/jan/2005), e por correspondência protocolada
(em 18/Fev/05). Esta última correspondência foi subscrita por Rodolfo Huhn na qualidade de diretor da APAPE, conselheiro
fiscal suplente eleito da PETROS e mantenedor-beneficiário. (Leia a
carta).
De nada adiantou. Não obtivemos resposta. A PETROS não respondeu porque não poderia faze-lo, pois se o fizesse correria o risco de comprometer-se, de incriminar seus dirigentes ou os membros da Comissão Eleitoral, por ela escolhidos.
Como não recebemos resposta, quer como Associação ou mantenedor-beneficiário ou, ainda, membro suplente eleito do Conselho Fiscal e, tendo em vista a indignação de inúmeros colegas, só nos restou ingressar em Juízo contra a PETROS.
Entraremos na Justiça, pois estamos convencidos de que houve fraude conforme provas que serão apresentadas em Juízo.
Rodolfo Huhn - Diretor Financeiro da APAPE
09/04/05