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Documento: ASSEMBLÉIA DOS APOSENTADOS/PENSIONISTAS - 14/10/03 Colaboração: Eliane Pinheiro |
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Colaboração: Eliane Pinheiro - 14/10/03
SINDIPETRO/RJ - ASSEMBLÉIA DOS APOSENTADOS/PENSIONISTAS
14/19/03
Amigos, boa noite!
Hoje foi a Assembléia dos Aposentados/Pensionistas, realizada na Escola de Música da UFRJ. Vou fazer um breve resumo do que aconteceu, para os que não puderam comparecer, seja por motivos pessoais ou por impossibilidade geográfica. Dos que estavam sendo esperados (Dr. Maia, Fernando Siqueira e Sérgio Lyra), apenas o Lyra não compareceu, nem mandou ninguém para representar a Petros. Por outro lado, contamos com a presença do Paulo Brandão e do Ricardo Maranhão. No início da reunião, o Coordenador da Secretaria dos Aposentados estimou que 500 pessoas estavam presentes. Dr. Maia foi o primeiro a falar e nos disse que não há necessidade de se alterar ou adequar o artigo 41, para o IPCA ser aplicado, pois isto já é previsto nos cálculos atuariais. Disse que o grande problema, são as tais NTN com que a Petrobrás "saldou" (?) sua dívida com a Petros. Na ocasião, a Petros contratou a Tendência Consultoria (firma do Maílson da Nóbrega), para avaliar se seria um bom negócio receber esses papéis pelo valor de face, daí a 30 anos. Disse ainda que o problema da Petros seria solucionado, se a Petrobrás pagasse o que deve e se fosse feita uma auditoria nas operações já feitas pela Petros. O segundo a falar foi o Maranhão. Ele iniciou, lamentando a falta de um representante da Petros, o que considerou uma falta de respeito com os donos da Fundação. Disse que os aposentados estão sendo vítimas de fraude salarial e fraude previdenciária, uma vez que a Petrobrás dá abonos, adiantamentos e sei lá mais o quê, para o pessoal da ativa sem repassar nada para os aposentados. Disse que se não se pode corrigir todas as nossas perdas, de uma única vez, que se dê, pelo menos, a cada ano, a Inflação mais 5% por perdas passadas. Até que essas perdas sejam repostas. Disse que não elegemos esse governo para recebermos tratamento igual ao que nos dava o governo anterior. Que temos direito a recuperação das perdas/atualização dos benefícios, por termos assinado o contrato com a Petros há 30 anos. Ele pediu que cada um de nós, falássemos com 5 amigos. E pedíssemos a cada amigo, para falar com mais 5. Ou seja, multiplicar a informação. Depois falou o Fernando Siqueira. Ele iniciou dizendo que numa reunião em que esteve com o Santarosa, esse lhe disse que estivera em Santos e que convencera algumas pessoas de que a proposta da Petrobrás era boa. Os motivos? - Antecipação de 40% do salário - Antecipação do 13% - Pagamento de 3 salários Só que nada disso foi pedido por nós. Alertou para esse item (adequação do artigo 41), que isso é pior do que o PPV. Que no ano passado, o ACT foi assinado às pressas, porque as eleições estavam em cima e o novo governo vinha aí. Disse que o diagnóstico de que o Plano Petros está ruim, é errado. Ele está ameaçado, por causa dos tais papéis recebidos da Petrobrás para quitar a dívida. Depois falou o Paulo Brandão. Ele disse que os nossos companheiros de ontem, que eram gente como a gente e que hoje estão no poder, já não são gente como a gente. Eles não falam em mudança, não falam em plano mas, falam, sutilmente, em adequação do artigo 41. Antes, os aposentados eram vinculados aos ativos, mas esperavam o aumento do INSS para receberem o aumento da Petros. Com a inclusão do artigo 41, aumentou nossa contribuição e o nosso aumento ficou na mesma data dos ativos. Depois disso ainda falou o Emmanuel Cancela, do Sindipetro-RJ e o Rodney, da Astaipe-Santos que rebateu a informação do Santarosa, de que teria convencido algumas pessoas de que era uma boa proposta. Segundo o Rodney, as Assembléias realizadas em Santos rejeitaram, por unanimidade, a proposta da Petrobrás. Havia muitas pessoas inscritas para falar, mas a plenária decidiu que deveríamos votar antes. Foi perguntado se alguém era favorável à proposta, se alguém queria falar a favor. Como não havia, passamos à votação. Primeiro votamos a Rejeição da proposta; a retomada da mesa de negociação pela FUP e indicativo de greve de 72 horas. Foi tudo aceito por unanimidade. Como havia uma divergência entre a FUP e o Sindicato com relação ao calendário de greve, a votação foi em separado. A FUP, defendia a greve, sem data marcada, à partir do dia 21, logo após o encerramento das negociações. O Sindicato, defendia um calendário de greve, do dia 28 ao dia 30. Ganhou a proposta do Sindicato. A proposta de FUP teve 44 votos. Houve 5 abstenções. Houve ainda uma outra divergência entre FUP e Sindicato, com relação à Pauta de Reivindicações. O Cancela, do Sindicato dizia que a FUP queria negociar uma pauta enxuta, no entanto o Carrara, da FUP, garantiu que a pauta estava completa. Diante disso, não houve necessidade de votação na pauta. Bem, espero que com isso, todos os que não puderam estar presentes, fiquem atualizados com os fatos. E, se alguém que esteve presente, quiser acrescentar alguma coisa que eu tenha esquecido, será ótimo. Abraços, Eliane Pinheiro
"Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito." (Cardeal de Retz)
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