Associação dos Participantes da PETROS Documento:
O CDPP VOLTA A LUTA CONTRA A RE-REPACTUAÇÂO
Fonte: Boletim Expresso do CDPP - Janeiro de 2007
Objetivo Como Participar Opiniões Documentos Associados Fale Conosco
  Página Inicial


 

Comentários da Participe da APAPE:

A SURREALISTA REPACTUAÇÃO-2

BD para todos Apesar do insucesso na primeira tentativa em implantar a "Repactuação", a Petrobrás e PETROS iniciaram outra investida tentando forçar a mudança de nosso Plano de Seguridade.

Após o envio de novo e farto material aos participantes, nesta última quinta-feira (25/01/07), a alta administração da PETROS e um representante da área de RH da Petrobrás (Eurico) retornaram ao Hotel Guanabara, no Rio de Janeiro, para repetir a divulgação da "repactuação".

A APAPE se fez presente curiosa para conhecer se outras alegações mais convincentes viriam a ser apresentada. Pura decepção. A apresentação do presidente e de diretores da PETROS foi um verdadeiro elenco de afirmações contraditórias.

Não conseguiram, sequer, aprimorar a apresentação anterior.

Através de coação, meias-verdades ou mesmo inverdades, tentaram mais uma vez apresentar um cenário que não espelha a realidade de nosso Fundo de Pensão.

Senão, de forma bastante resumida, constatamos:
  1. Tentativa de nos convencer que o aporte de um valor significativamente menor que o devido pela Petrobrás à PETROS (com base em perícia judicial realizada) é um grande negócio para os participantes;
  2. Ameaça com a cobrança do rateio do alegado déficit (inexistente) da PETROS;
  3. Ameaça de que haverá separação de massas entre os que repactuarem e os que não o fizerem;
  4. Incitar a prática de intriga entre ativos e os aposentados;
  5. Que todas as perguntas objetivas apresentadas pelos presentes tiveram, sem exceção, respostas evasivas, fundados em dados inconsistentes ou não foram respondidas.
Pegando na mentira: Respondendo a uma pergunta dos participantes, o presidente Wagner informou que os recursos que vierem a ser aportado pela Petrobrás somente serão destinados aos que "repactuaram", tendo Newton Carneiro (Secretário-Geral) confirmado a assertiva de seu chefe). Após retumbante vaia, coube ao Eurico (área de RH da PB) desmentir o presidente o secretário-geral.

"Uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade"
Joseph Goebbels ministro da Propaganda (Propagandaministerium) de Adolf Hitler na Alemanha Nazista.

A diretoria da PETROS e os representantes da Petrobrás que participam dessa nova investida para impor a "repactuação" devem ser todos seguidores de André Breton, fundador do surrealismo(1).

De acordo com perícia realizada em processo movido pelo Sindimar contra a Petrobrás e PETROS o valor devido ao Fundo pela patrocinadora Petrobrás é de cerca de R$ 9 bilhões. Estes recursos foram sonegados pela Petrobrás desde o início da criação da PETROS.

Os participantes seremos perfeitos "Zé Manés" se acreditarmos que uma dívida de R$ 9 bilhões possa ser quitada com 30% de desconto. Se levarmos em consideração que o valor de R$ 9 bilhões não é o final, a proposta da Petrobrás representa cerca da metade da dívida real da Petrobrás com a PETROS (o valor final da dívida da Petrobrás com a PETROS poderia chegar mais de R$ 12 bilhões).

Por outro lado, sabemos que o real "déficit", que é atuarial (projetado de acordo com variáveis estipuladas por quem calcula), antes afirmado com sendo de R$ 5, 5 bilhões passou a ser de 3,3 bilhões em dezembro de 2006. Ou seja, em menos de dois anos o alegado déficit diminuiu em cerca de 40%. Assim caso não haja nova manipulação das variáveis usadas para o cálculo atuarial tudo indica que em menos de dois anos este "déficit" estará "zerado".

Portanto usar argumentos como "rateio do déficit", "cobrir rombo do Plano", é uma total insensatez, para dizer o mínimo.

Como então justificar que indivíduos como Wagner Pinheiro, Ricardo Malavazi, Newton Carneiro (respectivamente presidente, diretor e secretário-geral da PETROS) e Eurico (área de RH da Petrobrás) insistam em manter este comportamento? Cada um de nós, com absoluta certeza, tem mais de uma resposta para esta questão. Os diretores Sergio Lyra e Mauricio ficaram junto à platéia já que a mesa diretora não comportava todos.

Por falar em motivações, foi aprovado o pagamento de prêmio de desempenho de 3 salários para todos os empregados da PETROS. Este premio, também, será dado (ou doado) a cada um dos membros da diretoria da PETROS (hã... a proposta inicial era de 7 salários). ...E afirmam que o Plano é deficitário!

O que está por trás de tudo isso?

Rodolfo Huhn - Diretor Secretário da APAPE 27/01/07
Leia, entre outros comentários: O REPETIDO BLÁ, BLÁ, BLÁ DA PETROS: SOCIOPATIA?
(1) Surrealismo
Escola de literatura e arte iniciada em 1924, caracterizada pelo desprezo das construções refletidas ou dos encadeamentos lógicos, e, deliberadamente incoerente, proclamava a prevalência absoluta do sonho, do inconsciente, do instinto e do desejo e pregava a renovação de todos os valores, inclusive os morais, políticos, científicos e filosóficos. (Fonte: Aurélio e Houaiss)



Fonte: Boletim Expresso do CDPP - Janeiro de 2007

CDPP NÃO A RE-REPACTUAÇÂO

CDPP INICIA CAMPANHA NACIONAL CONTRA A
VEXAMINOSA "REPACTUAÇÃO 2"

A Petrobrás, mesmo tendo reconhecido, por escrito, sua derrota e declarado o fim da "repactuação" do Plano Petros (Informativo RH nº 31, de 11/09/06), decidiu pela reabertura de tal absurdo processo. As entidades e lideranças que compõem o CDPP, decidiram intensificar forte campanha nacional em defesa do Petros BD para todos. Reuniões nacionais foram iniciadas, bem como serão implementadas panfletagens de informativos, palestras e outros meios visando informar o maior número possível de petroleiros sobre os perigos da "repactuação 2". Os conselheiros eleitos da Petros (Fernando Siqueira, Yvan Barretto, Paulo T. Brandão e Guilherme Vasconcellos), bem como o Sindipetro-RJ, Sindipetro-São José dos Campos, Sindipetro-Segipe/Alagoas, Sindipetro-Litoral Paulista, AEPET, AMBEP, FENASPE, APAPE, estão engajados na campanha em defesa do Plano Petros BD. Ações judiciais na defesa dos direitos adquiridos dos participantes e seus familiares também estão em curso. O coordenador do CDPP, Ronaldo Tedesco afirmou que "querem enquadrar a Petrobrás aos ditames dos acionistas de Nova Iorque". A partir deste número o CDPP, semanalmente, estará trazendo informações à categoria sobre os perigos da vexaminosa "repactuação 2".

REPACTUAÇÃO: UMA PROPOSTA INDECOROSA


Fernando Siqueira -Conselheiro eleito da Petros

A Petrobrás e a Petros, de conluio, estão continuando com uma proposta de repactuação indecorosa, inaceitável e covarde:

1) Indecorosa porque propõe a compra de direitos adquiridos por cerca de R$ 11.000,00 (15.000 menos o Imposto de Renda) e a migração para um plano muito ruim, o Petros-2, que desmonta a política de RH da Petrobras, transformando-a em treinadora de técnicos para empresas estrangeiras. O saudoso Rio Nogueira e o advogado Castagna Maia execraram esse plano;

1.1) Os empregados da ativa que repactuaram perdem os seguintes direitos:
  1. quem entrou antes da emenda Constitucional numero 20 tem o direito adquirido de a Petrobrás cobrir eventuais déficits do plano Petros. Quem repactuar perde esse direito;
  2. perde a vinculação do INSS, o que implica absorver todos os achatamentos que serão feitos pelo governo (a nova reforma da providência imposta ao governo Lula irá reduzir o teto do INSS e desvinculá-lo do salário mínimo). Portanto, para quem repactuar, a Petros não mais cobrirá as perdas advindas do INSS. Exemplo prático: os atuais aposentados que ao sair tinham direito a 10 salários mínimos, hoje recebem menos do 5 SM e a Petros complementa o benefício de forma que ele mantêm os 90% do salário da ativa. Este, aliás, é um dos motivos porque o acionista americano quer a repactuação: se a Petros cobrir futuras quedas do INSS, pode resultar em déficit, que a Petrobrás cobre para quem não repactuar;
  3. quem repactuar, vai ser pressionado a aderir ao Petros 2. isto feito, ao se aposentar, vai ter 3 fontes de pagamento do seu benefício e vai perder nas 3: a) a parcela referente ao depósito durante sua estada no plano Petros vai virar Benefício Proporcional Opcional, que vai ser corrigido pelo IPCA, o pior dos índices; b) a parcela do INSS, conforme dito acima vai cair drasticamente e o "repactuado" vai perder sozinho; c) a terceira parcela será a do esquema Petros 2, portanto corrigida peio famigerado IPCA. AIém desse índice ser o mais achatado, há o fato de que: sendo o Petros 2 um plano do tipo CD todas as perdas dessa parcela serão bancadas pelo repactuado. E assim por diante.
 
1.2) Os aposentados o pensionistas que repactuarem também terão perdas consideráveis, dentre elas:
  1. Perdem o artigo 41 que vincula o benefício ao salário da ativa (a Petrobrás tem usado artifícios para burlar esse artigo, mas a justiça tem dado ganho do causa aos petroleiros que entram com ações, inclusive o TST). O benefício passa a ser reajustado pelo IPCA, apenas;
  2. perdem a vinculação do benefício da Petros ao INSS. Com isto, toda voz que o INSS cair a Petros não mais compensará essa queda como faz hoje, mantendo o benefício em 90% do salário da ativa. Então o aposentado perderá com o INSS e com o benefício da Petros que passará a ser reajustado pelo IPCA, o pior dos índices. Tudo indica que o governo fará nova reforma da Previdência, baixando o teto do INSS e comprimindo os benefícios;
  3. Perde o direito de entrar na justiça pedindo a reposição das perdas que, pelo DIEESE, só no período de 94 a 2003 são da ordem do 80%;
  4. Perdem o artigo 48 que garante que o Patrocinador é responsável por cobrir eventuais déficits do Plano Petros:
  5. Perdem a AMS uma vez que, desvinculado o beneficio do salário da ativa, os aposentados não terão mais o direito do participar do ACT. Certamente haverá a proposta do barganha pelo fim da AMS e os ativos serão induzidos a votar o seu fim.
2) Inaceitável porque cada um de nós é responsável por outras pessoas, nossos familiares, a quem devemos proteger contra esse tipo de agressão. Não podemos aceitar um valor monetário efêmero em troca de direitos permanentes e inalienáveis.

3) Covarde porque sendo uma proposta ruim vem seguida de ameaças infundadas como a cobrança do aumento de contribuição que o Dr. Maia, em parecer feito para as associações, já disse ser inviável. Esse assédio moral e outros expedientes inaceitáveis já foram denunciados ao Ministério Público.



Vamos reabrir a denúncia
Lembramos aos companheiros que estamos numa fase do transição do Ministério, portanto há a possibilidade de que dirigentes atuais da Petrobrás e/ou da Petros sejam substituídos. Achamos, portanto irresponsável e inoportuna qualquer mudança neste momento. Uma troca de dirigentes para melhor, por exemplo, pode zerar tudo. Aliás, essa repactuação é uma tentativa dos "aloprados", da Petros, para se manterem no cargo. Ninguém garante isto. Seus mentores trouxeram tantos problemas para o Presidente Lula que caíram. Outros podem cair. É do processo



O QUE SERIA UMA PROPOSTA DECENTE?

Fernando Slqueira

Se a Petrobrás e a Petros tivessem a intenção de resolver os problemas como os seus atuais responsáveis defendiam no passado, poderiam propor negociação para manter direitos e não para perdê-los. Como o presidente Lula foi reeleito com uma expressiva votação há clima e força política para uma proposta que resolva as pendências sem acarretar derrotas.

Poderiam propor para negociação, no mínimo, o seguinte:
  1. A AMS voltaria a ser vitalícia como era no início da Petros;
  2. A Petrobrás pagaria à Petros os R$ 10 bilhões reconhecidos por perícia judicial e não apenas os R$ 6 bilhões, ora propostos. O presidente Lula admitiu isto durante a sua campanha, respondendo ao candidato Alckmim;
  3. Reporia as perdas que, segundo o DIEESE, são superiores a 80% só no período de 1994 a 2003;
  4. Manteria a garantia de cobertura de eventuais déficits como reza o artigo 48 que foi modificado em 1985 mas manteve a garantia;
  5. Manteria a vinculação com o INSS com a devida suplementação pela Petros;
  6. Cumpriria a lei e a sentença da Juíza Salette Maccaloz na ação do Sindimar admitindo os 16.000 novos empregados que estão ilegalmente sem plano;
  7. Eliminaria o teto do 3 salários-benefício imposto ao pessoal pós-82 uma vez que o decreto que instituía o limite não existe mais. Basta negociar uma jóia referente ao período que eles contribuíram limitadamente. Hoje, pelo regulamento da Petros, o limite inexiste, pois o regulamento fala em pagamento dentro da legislação e na legislação o limite é o salário do Superintendente.
  8. Urna vez paga a dívida da Petrobrás, será possível a Petros resolver as pendências como: perdas das pensionistas, do pessoal do 78/79, pré-70, cláusulas 33/45 e outras;
 
  1. Se o acionista norte-americano quer acabar com o artigo 41, para transferir os riscos para os aposentados e os dirigentes da Petrobrás e da Petros não têm respaldo para contrapor a isto, então que se dê aos participantes o direito do pelo menos empatar, ou seja, que se ofereça um substituto a altura do artigo 41. Por exemplo, urna cesta de índices que contemple DIEESE, INPC, IGP-Dl e que resultem, no mínimo, num reajuste igual ou superior ao que os atuários da Petros usam nos cálculos de manutenção da saúde do pIano Petros de forma a garantir o poder aquisitivo dos aposentados e pensionistas.
  2. Fazer urna auditoria independente do Plano Petros para mostrar a sua real situação. Como Conselheiro, eu não concordo com o tal déficit de R$ 4,5 bilhões, não só porque ele é atuarial e fruto de manipulação de premissas, corno porque sendo atuarial é irreal, ele que deveria ocorrer em 30 anos, já caiu para R$ 3,3 bilhões em dezembro do 2006 (em 2 anos apenas).



Yvan Barretto: "Vamos derrotar mais uma vez a nefasta repactuação"

A nova diretoria da AMBEP tornou posse no dia 09/01, em cerimônia na sede da entidade, no centre do Rio do Janeiro. O atual presidente, Yvan Barretto de Carvalho, que foi reeleito para mais urna gestão (2007-2009), fez críticas contundentes ao processo de "repactuação" do Plano Petros. "Através da imprensa (Jornal O Globo, do 16/12/06, página 30 -Economia), a Petrobrás, através do seu Conselho de Administração, determina a reabertura do infeliz processo de repactuação em que foi derrotada, o que nos leva concitar a todos vocês a colaboração pare mais urna vez repetirmos o sucesso com que tornamos por terra o nefasto processo anteriormente apresentado".


CONFERÊCIA NACIONAL DO CDPP

Pauta:
* Repactuação * LeiIões na Petros * Organizaçã do CDPP *

Dia 27/01 (Sábado) - Horário: 9h - Local: Sindipetro-RJ



Você sabia que...
  • A decisão de repactuar ou não, é exclusivamente sua e ninguérn pode obrigá-lo a tornar qualquer decisão a favor ou contra a repactuação?
  • Ninguérn pode negociar por você as cláusulas do seu contrato corn a Petros, pois ele é urn ato jurídico perfeito e bilateral?
  • Qualquer ato visando obrigá-lo a repactuar contra sua vontade só configura em ilícito de assédio ou coação rnoral, passível de ação judicial contra o autor?
  • A ameaça de aumento da contribuição pela Petros, para pagar o pseudo déficit, não se aplica a quem não repactuar, pois estes estão protegidos pela legislação que não retroage para prejudicar ninguém?
  • Ao repactuar você está fazendo um novo contrato corn a Petros?
 
Institucional
 
Você sabia que...
  • A Petrobrás deve ao Plano Petros BD R$ 10 bilhões, já apurados em perícia judicial. No entanto a Cornpanhia quer pagar apenas 6 bilhões, em troca dos direitos de quem repactuar?
  • Esse novo contrato passará a ser regido pela Ieglslação atual, inclusive a Emenda Constitucional No 20 e as Leis Complernentares 108 e 109?
  • O limite do 3 tetos para os empregados Pós-82 já caiu e a Petros não quer corrigir o Regularnento do Plano para excluir esse teto?
  • Que essa legislação estabelece que os déficits dos planos passam a ser divididos ern partes iguais entre Patrocinadora e o Participantes?
  • Que desse modo, ao repactuar, você pode ter que pagar déficits do seu plano?
  • Que, ao repactuar, as parcelas do INSS e da Petros que integrarn sua aposentadoria passarn a ser desvinculadas, cada uma tem um reajuste diferenciado e elas NAO SÃO MAIS SUPLEMENTARES?
  • Que isto pode resultar nurna redução da sua aposentadoria corno consequência de uma redução na parcela do INSS?






É importante reclamar - não é um costume nosso.
Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!



Voltar à Seção: DOCUMENTOS  

Objetivo Como Participar Opiniões Documentos Associados Fale Conosco
  Página Inicial

 

Associação Nacional dos Participantes da Petros - APAPE
Av. Rio Branco, 156 - Salas 2514/15 - Centro
Rio de Janeiro - CEP 20040-004
Tel.: (21) 3473-2569
E-Mail: Envie um E-mail
adm@apape.org.br