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Documento: 1) DUTRA sai da Petrobrás falando falando "abobrinhas": 'Déficit da Petros, de R$ 5 bi, é uma questão que gostaria de ter resolvido' 2) PDVSA x PB: Governo promete nova refinaria em Pernambuco Fonte: http://oglobo.globo.com - 21/07/05 |
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Fonte: http://oglobo.globo.com/jornal/economia/169135435.asp - 21/07/05
Fonte: O GLOBO (Internet) - 21/07/2005 (transcrição)
'Déficit da Petros, de R$ 5 bi, é uma questão que gostaria de ter resolvido'
Rio, 21 de julho de 2005 Flávia Oliveira e Ramona Ordoñez Ao se despedir da presidência da Petrobras, José Eduardo Dutra confessou uma frustração. A de não ter conseguido resolver o problema do déficit atuarial da Petros (fundo de pensão dos empregados da estatal), que em 2004 passava de R$ 5 bilhões. Dutra também admitiu que os dois anos e meio à frente da companhia o fizeram mudar de opinião em relação à quebra do monopólio no setor. Ele, que dez anos atrás esteve contra a abertura do mercado, hoje votaria a favor. A seguir, mais trechos da entrevista: PETROS: "Este foi um grande problema que não concluímos. A última reunião do Conselho de Administração apontou para o modelo de um novo plano que será apresentado aos empregados, mas o Conselho não deliberou sobre a questão do déficit do Plano Petros. Há duas questões. Uma é que a Petros hoje tem um déficit atuarial de R$ 5 bilhões. Além disso, o plano como está é instável atuarialmente. Não adianta resolver esse déficit hoje, porque no ano que vem tem outro. Hoje, temos oito mil funcionários da Petrobras sem plano de previdência. Essa é uma questão que eu gostaria de ter resolvido. Mas ela está bem encaminhada". MONOPÓLIO: "Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior, voto contra. Aquele cenário catastrofista que acreditava que ia acontecer não se confirmou. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 bilhões de barris em reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão de barris por dia e tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". BOLÍVIA: "Ainda não decidimos (ir à Justiça contra a mudança tributária na Bolívia). Estamos avaliando. Não tomamos nenhuma decisão, até porque em relação à Petrobras e Bolívia tem um componente diplomático que tem de ser considerado. Os contratos estão vinculados aos preços internacionais. Mas se os custos aumentarem muito pode chegar o momento em que os produtores, incluindo a Petrobras, queiram rediscutir os contratos". INSERÇÃO INTERNACIONAL: "O foco continua sendo Oeste da África, Golfo do México e América Latina, por questões regionais. Mas estamos atentos a oportunidades e, por isso, voltamos a atuar no Irã e na Líbia. O Oriente Médio, apesar de toda a instabilidade política, é uma região onde toda empresa de petróleo que se preze tem que estar". PLANO ESTRATÉGICO: "O calendário é apresentá-lo à diretoria na próxima semana e ao Conselho, no dia 29. O plano está praticamente concluído". PETROLEIROS: "Posso dizer que fui plenamente vitorioso. Em dois anos, tivemos greve de um dia, mas nenhuma paralisação de produção. Como foi compromisso meu, uma questão que era de honra para os petroleiros foi resolvida: a greve de 1995. Todo mundo que quis voltar para a companhia voltou". O GLOBO 21/07/05 - ECONOMIA Rio, 21 de julho de 2005 Pernambuco deve sediar refinaria Letícia Lins RECIFE. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não anunciou oficialmente, mas praticamente garantiu ao governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que a Refinaria do Nordeste (Renor) deverá vir mesmo para o estado. A Renor é disputada ainda por Ceará e Maranhão, e até mesmo pelo Rio de Janeiro. Parceria entre a Petrobrás e a estatal venezuelana PDVSA, a Renor exigirá investimentos superiores a US$ 2,5 bilhões. A refinaria vai gerar dez mil empregos durante a construção e terá capacidade para produzir 250 mil barris de petróleo por dia. Lula disse ao governador que conversou terça-feira com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sobre o assunto e que o venezuelano também gostaria de ver a refinaria instalada no litoral Sul de Pernambuco, onde fica o complexo industrial portuário de Suape. Após café da manhã com Lula, em um hotel, Jarbas esperava que o presidente anunciasse projetos estruturais como a própria refinaria e a Transnordestina, ferrovia que ligará os pólos de produção do Nordeste, como o Vale do São Francisco. Lula disse a Jarbas que em agosto voltará a Pernambuco com Chávez, para anunciar a refinaria. |
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