Associação dos Participantes da PETROS Documento:Informativo APAPE No 40
Títulos: PETROS: TERROR E AUTO-ELOGIOS
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Informativo Eletrônico APAPE No 40 - 09/01/03


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PETROS: TERROR E AUTO-ELOGIOS

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PETROS: TERROR E AUTO-ELOGIOS
A TETRARQUIA DO MAL


Caros colegas,

Através de carta datada de 27/12/02, os dirigentes da PETROS apresentam a sua última (esperamos) cartada do "saco de maldades". Causam pânico e terror nos desavisados, mas, como jamais deixou de ser, desde que esta administração assumiu os seus destinos, não perdem a oportunidade de se auto-elogiar.

Mas toda moeda tem dois lados. Existe o lado deles, dos "do mal", que ora dão seu canto do cisne, e o outro, o que nos interessa, aquele que procura a transparência, diálogo, honestidade de intenções e segurança. Esta outra face da moeda, mostra que os "do mal" colocaram os seus cargos à disposição "para deixar o novo Governo confortável na organização da futura Administração". É claro que para eles é melhor colocarem seus cargos à disposição do que serem demitidos.

Alegam que há boas notícias a dar (a primeira já foi ótima, vamos ver as seguintes):
  • "O novo Governo vai liberar as formas de investimento dos fundos de pensão, para fugir das aplicações convencionais (renda fixa, imóveis e participações acionárias)".

    Comentários: Sempre houve alternativas para que os Fundos de Pensão aplicassem seus recursos em formas outras. O que havia e há é uma regulamentação que limita e/ou restringe o livre investimento em quaisquer aplicações, sejam estas convencionais ou não. Ademais, caso a intenção não seja exclusivamente a do resultado positivo, qualquer uma delas poderá resultar em prejuízo, e isto é óbvio. Ou seja, como sempre a administração finda é vezeira, na sua empáfia, em divulgar textos que somente impressionam os menos atentos.

  • "O novo Governo vai recomendar que os fundos de pensão adotem o casamento de ativos e passivos (fórmula conhecida como ALM-Asset Liability Management), que, como o nome diz, combina aplicações e compromissos, dando mais segurança à gestão dos fundos de pensão".

    Comentários: Grande bobagem esta simplória definição, parece mostrar erudição e conhecimento. Entretanto ou a administração que se finda nada entende ou nos julga hipossuficientes - aliás, como sempre o fez. Poderia ter dito, de uma forma muito simplista, para nós hipossuficientes, que a ALM envolve a Administração (management) Responsável (liability = responsabilidade) de Ativos (assets = o conjunto de bens que se possui: imóveis, ações, títulos financeiros, etc.) incluindo a avaliação de riscos a ela inerente.
    E daí? Por que não o disse em português? Resposta: Não teria o mesmo efeito, a soberba dos demissionários dirigentes não o permite.
    Contudo, se eles querem dizer ALM no seu sentido restrito, então é a confissão do desconhecimento pois o termo vem sendo melhor definido, tecnicamente como VaR, ou seja valor e risco. As técnicas de valor-e-risco, limite-de-risco-de mercado (market risk limits), etc. são mais apropriadas do que as técnicas de ALM que não consideram, na sua origem, os riscos inerentes às aplicações. No conceito atual, subentende-se que ALM inclui as técnicas de analise de risco.
    Pelo visto, parece-nos ser desconhecimento mesmo.

  • "Essa notícia nos deixou imensamente feliz, porque traduz um enorme elogio à nossa gestão: a Petros já adota o ALM há alguns meses".

    Comentários: Suprema demonstração de arrogância. Por outro lado, trata-se de uma clara confissão. É a cabal declaração de inaptidão para o cargo.
    As técnicas da Administração Responsável de Ativos ou ALM - como desejam o Sr. Flory e seus diretores, são aplicadas há décadas, mas este fato não foi citado por eles - talvez por falta total de conhecimento do assunto. Como explicar que somente há alguns meses a gestão de Flory adotou tal técnica na PETROS. Se estas técnicas adotadas há décadas não eram aplicadas na PETROS indagamos: Como eram avaliadas as oportunidades de aplicação do nosso patrimônio? Usando o "chutômetro", o "olhômetro", ou que outro tipo de "palpitômetro"?
    Ou tudo é mais um dos vários enganos a que fomos submetidos durante a atual gestão, ou então estamos completamente perdidos e continuaremos mal pagos nas nossas pensões.
    E afinal, foram as aplicações cometidas com ou sem a avaliação de riscos? Concluindo, cremos que nós estamos sofrendo de apoplexia pois não conseguimos inferir qualquer lógica em tantos disparates e contradições.

  • "A ALM é apenas um dos aperfeiçoamentos que introduzimos na forma de gestão da Petros, somando-se ao Código de Ética, à Compliance, à Centralização Fiduciária e à Controladoria Fiduciária".

    Comentários: Mas qual o aperfeiçoamento? Como vimos acima, técnicas de Administração Responsável de Ativos (ALM) existem há muito tempo.
    Quanto à Compliance é fantástico o abuso de termos que ao serem melhor explicados podem ser pelo menos entendidos. Na verdade este termo, no jargão "economês", significa normas de conduta, de responsabilização e segregação de funções, determinadas pelo Banco Central do Brasil aos gestores de recursos de terceiros, com a intenção de assegurar os interesses dos condôminos de fundos de investimento. Ou seja, não se trata nada mais nada menos do que de uma obrigação que deve ser cumprida. (Vide: Resolução 2.554 do Bacen - Data publicação: 24/09/1998). Em tempo: "compliance" significa submissão, aquiescência, consentimento. Ou seja, trata-se do exercício de Bláh, bláh, bláh e blá, bláh, bláh, que, em regra, é muito bem praticado pela despedida administração.

  • "Outra boa notícia é que, embora sem ter à mão os números definitivos, podemos antecipar que a Petros vai ter superávit em 2002".

    Comentários: A ser verdade nada mais fizeram do que cumprir com a sua obrigação. Por outro lado, tal fato, caso exato, demonstra que apesar de todos os esforços em sentido contrário (a não permissão de ingresso de novos empregados nas Patrocinadoras, o fechamento do plano atual, a negociação péssima que culminou com o aporte de R$ 5 bilhões em moeda podre para compensar a falha estrutural dos pré-70, etc.) a PETROS é viável, ainda que o objetivo seja o de inviabilizar o Plano Atual.
Infelizmente estas outras "boas notícias" - assim entendidas pela finada administração - nada têm de "boas" ou de "novidades", muito pelo contrário.

Mas vamos agora procurar entender - tentando ter a melhor das paciências - o que quiseram dizer os gestores que se despedem da PETROS, quando afirmam que "existem também notícias que não são muito boas para os Participantes e que nós nos sentimos obrigados a comunicar-lhe, até para resguardar e proteger os seus legítimos direitos".

Deveríamos ficar emocionados e pesarosos com tamanha preocupação demonstrada por eles até aqui. Então vejamos o que devemos ao final comentar:
  • "Como alertamos exaustivamente durante o processo de migração, a Petros tem dois problemas que agora passam a exigir solução imediata. Referimo-nos à "geração futura" e à mudança da "tábua de mortalidade", duas premissas do "Plano Petros" que estão explicadas no anexo a esta carta".

    Comentários: Quanto à geração futura são os próprios dirigentes (ou ex-dirigentes?) da PETROS que declaram "Você deve se lembrar que, em agosto de 2002, o Conselho de Administração da Petrobras determinou o fechamento do Plano Petros." Logo, acusam esses dirigentes, Flory e companheiros, que a PETROBRÁS causou, com este ato, potencial prejuízo ao fundo.
    Esclarecem, ainda, que: "Pois bem, com o fechamento do plano a Petros está obrigada a fazer os cálculos daquelas duas premissas e contabilizá-las agora, no fim de 2002, o que traz importante repercussão para o plano e para os Participantes".
    Ora isto não é nenhuma novidade, a APAPE de longa data já vinha alertando sobre isto. A novidade é que são os atuais gestores (ou ex-gestores?) que assim declaram a culpa da PETROBRÁS e, evidentemente, sua complacência, cumplicidade e, conseqüentemente, co-responsabilidade pois desde o início vinham ameaçando que o Atual Plano poderia ser fechado.

  • "A geração futura estava embutida no Plano Petros desde a sua criação, em 1970.
    O cálculo feito agora mostrou que o custo para eliminar o princípio da geração futura é de R$ 1,8 bilhão.
    Esse total é a mera atualização do valor já informado aos Participantes durante a campanha de migração, quando alertamos que esse problema inevitavelmente surgiria mais à frente".


    Comentários: Nesta última frase está clara e definitivamente confessada a culpa. É declaração do engodo, da ameaça, da coação, ou seja do uso dos meios mais torpes para forçar os menos informados, principalmente os aposentados e pensionistas, à migração ao novo plano, o PPV - Plano Petrobrás Vida, que, eivado de tantas ilegalidades, continua suspenso por decisão judicial.
    Claro que a geração futura estava considerada no Plano Atual da Petros desde a sua criação e, como tal, não poderia a patrocinadora, de forma unilateral, quebrar os princípios atuariais sobre o qual se fundamenta o Atual Plano.
    Tendo ocorrido este fato - a impossibilidade do ingresso de novos Participantes no Plano Atual, cabe à patrocinadora toda a responsabilidade pelos prejuízos daí advindos. Isto é um truísmo, é de uma obviedade primária. Logo, se houver a incidência de custos, estes caberão única e exclusivamente às patrocinadoras. Eventuais prejuízos decorrentes deste gigantesco imbróglio serão diretamente imputados aos responsáveis por tais desatinos, incluindo-se os atuais futuros ex-dirigentes.
    Agora querer insinuar ou mesmo dizer que a culpa é dos próprios Participantes, cuja maioria não quis migrar para o PPV - um dos piores Planos de Previdência do mercado - é de uma desmedida desfaçatez de Flory e dos demais futuros ex-dirigentes da PETROS que subscrevem a carta.
    Obs.: Geração futura - Utilizada no Plano Petros desde a sua concepção, corresponde à influência que o ingresso de novos participantes (empregados a serem admitidos pelas patrocinadoras) exerce sobre a geração atual de participantes. Considerando que as gerações futuras de participantes são formadas em geral por empregados mais jovens e com menores salários, o valor presente dos compromissos em geral é inferior ao valor presente das contribuições que a entrada desses participantes mais jovens gerará para o plano. Assim, o excedente de contribuições desses participantes subsidia a geração atual.
  • "Recentemente o Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) determinou que os fundos de pensão deviam adotar tábuas de mortalidade adequadas a sua massa de Participantes.
    Desde a sua criação, a Petros usa uma tábua de mortalidade (a EB-75) que era adequada à década dos 70, mas que hoje está superada, por não representar mais a realidade da esperança de vida da massa de seus Participantes.
    Com isso, frente à determinação do CGPC, a Petros está adotando uma nova tábua de mortalidade (a GAM-71), que dará mais segurança às aposentadorias, mas vai representar um impacto de R$ 1,1 bilhão em sua realidade atuarial".


    Comentários: Em suas notas-de-rodapé a tetrarquia que assina a carta, informa para "esclarecimento" que:
    "Tábua de mortalidade - Por força da Resolução 11/2002, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), a tábua de mortalidade utilizada nos planos de benefício deverá considerar uma expectativa de vida seja igual ou superior à definida pela tábua AT-49. Como a tábua utilizada pela Petros desde 1970 (a EB-75) considera expectativas de vida inferiores àquele mínimo legal, a Petros precisa agora adotar nova tábua de mortalidade. Estudos feitos pela consultoria STEA indicaram a adoção da tábua GAM-71, cuja base de expectativa de vida é similar à da AT-49". (nosso grifos)
    Obs.: TÁBUA DE MORTALIDADE - Definida como o "instrumento destinado a medir as probabilidades de vida e de morte". Consiste, na sua forma mais elementar, em uma tabela que registra, de um grupo inicial de pessoas da mesma idade, o número daqueles que vão atingindo as diferentes idades, até a extinção completa do referido grupo.
    Devemos dizer que é mais uma inverdade da tetrarquia de demissionários - Flory e diretores. A Resolução de que se trata dispõe:
    "2.3. No plano de benefícios com mais de 10 (dez) anos de existência, será facultada à EFPC a adoção de tábua biométrica que gere expectativas de vida inferiores às dispostas no item 2, desde que se comprovada por meio de relatório atuarial a sua aderência à base cadastral do plano de benefício dos dez últimos anos. Caso o plano tenha menos de dez anos de existência deverá ser observado o disposto no item 2". (nossos grifos) (EFPC: Entidades Fechadas de Previdência Complementar)
    Ou seja, tal restrição se impõe aos Planos com menos de 10 anos de existência. Portanto não é de se aplicar ao Plano Atual. Mas é aplicável, isto sim, ao PPV, que seria um Plano com menos de dez anos de existência - mais uma razão para ser o PPV péssimo comparativamente ao Plano Atual.
    Na realidade a Tábua de mortalidade GAM-71 (nova, em adoção) se aproxima mais da EB-75 (original) do que a AT-49. Aí está outra falsidade dos atuais futuros ex-dirigentes da PETROS. A GAM-71 estabelece uma expectativa de vida menor do que a tábua AT-49 (indicada pela Res. 11/2002/CGPC).
    Se os atuais futuros ex-gestores da PETROS conhecessem um pouco do que dizem poderiam ter citado isto - que a GAM-71 é mais próxima da EB-75 do que a AT-49 da Res. 11/2002.
    Se não disseram é por que não sabem ou por que teriam que melhor explicar a razão de efetivamente não estarem obedecendo à Resolução.
    Ou seja, eles mesmos demonstram os seus erros. Como sempre, é difícil de se fazer uma analise séria do que dizem ou escrevem Flory e seus companheiros, pois não dizem coisa com coisa, se contradizem, são os supremos soberbos - mas eles se desmoralizam cada vez mais com suas próprias declarações.

  • "A preços de mercado, no entanto, a soma dos efeitos da geração futura e da mudança da tábua de mortalidade monta a R$ 1,9 bilhão".

    Comentários: A tetrarquia dirigente da PETROS sequer leu o que assinou, pois o total, segundo a versão deles, é de R$ 2,9 bilhões e não R$ 1,9 bilhão como citado acima. Disseram que o custo da geração futura é de R$ 1,8 bilhão e R$ 1,1 bilhão pela alteração de tábua de mortalidade. A desatenção é o exemplo do desleixo, da desconsideração com os Participantes.
    Não sabemos que critérios atuariais foram adotados para estimar estes custos. Porém, por todo histórico de relacionamento entre a diretoria da PETROS e nós os Participantes, permitimo-nos permanecer em dúvida se algum estudo foi de fato gerado dentro de critérios éticos e de técnica profissional compatíveis com o caso, em específico com toda a realidade que envolve, repetimos, a confusão criada pelos dirigentes das patrocinadoras com a conivência e apoio dos atuais futuros ex-dirigentes da PETROS.

  • "Um terceiro efeito, o fator previdenciário, introduzido nos fundos de pensão a partir de 2001, ameaçava aumentar essa conta.
    Em janeiro de 2002 o Conselho de Curadores da Petros autorizou o aumento das contribuições dos Participantes para cobrir a aplicação do fator previdenciário relativo a 2001.
    Como o processo de migração estava em andamento, a Diretoria resolveu adiar o aumento.
    Mas como o processo de migração continua interrompido, o efeito do fator previdenciário tem de ser contabilizado no encerramento do ano.
    A estimativa da Diretoria é de que o efeito do fator previdenciário sobre os benefícios do INSS em 2001 e 2002, de R$ 431 milhões, será compensado pelo superávit da Petros em 2002 (até novembro/02 o superávit era de R$ 506 milhões).
    Se essa estimativa não se confirmar e o superávit no ano não absorver o valor, esse custo também terá de ser contabilizado, somando-se aos outros dois".


    Comentários: Em suas notas-de-rodapé, a diretoria da PETROS, que assina a carta, informa para "esclarecimento" que:
    "Fator previdenciário - Uma mudança na legislação da Previdência em 1999 introduziu o "fator previdenciário" no cálculo dos benefícios do INSS. Dependendo da combinação da idade do segurado com seu tempo de previdência, esse fator reduz o benefício anteriormente assegurado pelo instituto. Como a complementação da Petros é calculada pela diferença entre o salário real de benefício e a aposentadoria do INSS, a redução desse benefício impõe automaticamente custo adicional para a Petros. Isso aumentou os compromissos do Plano Petros".
    Todos nós sabemos que o benefício assegurado pelo INSS é, em muitos casos, inferior ao que deveria ser. Vários colegas levantaram o assunto junto à PETROS. Caso estes valores tivessem sido atualizados/corrigidos pelo INSS, a parte que caberia à PETROS complementar seria significativamente menor, gerando, por conseguinte, uma receita não operacional, um superávit.
    Ao longo do tempo, as diretorias da PETROS (com uma única exceção - vide abaixo) não quiserem "meter a mão nesse vespeiro". A atual futura ex-diretoria seguiu o mesmo mau exemplo. Há porém uma notável diferença entre as Diretorias anteriores e a atual. Enquanto aquelas bem ou mal procuraram defender os interesses dos Participantes, esta atual futura ex-diretoria não só deixou de buscar estas receitas junto ao INSS como, pior, nos ameaça com uma imputação de um ônus que não nos compete, mas sim às Patrocinadoras conforme reza o Estatuto que rege o Plano Atual.
    Obs.: Na administração de Paulo Teixeira Brandão, foi tentado um acordo no sentido de se fazer a revisão dos cálculos desses benefícios pagos pelo INSS. Mas aquele Diretor não teve o apoio necessário para que a questão fosse solucionada.
    Lastimável é mais uma vez constatar a inapetência dos atuais futuros ex-dirigentes da PETROS em procurar alternativas, em reparar os prejuízos gerados pela incorreta correção dos benefícios calculados e pagos pelo INSS, geradores de perda de receita continuada ao longo dos anos, passados e recentes. Parte desses direitos estão prescritos devido ao tempo decorrido - não podendo mais ser recuperados - em face da inércia desses "administradores".
    A quanto monta esta perda de receita? A quanto monta o prejuízo irrecuperável? Por que não se atuou neste sentido, na recuperação desses prejuízos? Quem são os responsáveis? Quanto a esta última pergunta, podemos afirmar que Flory e seus companheiros, sem dúvida, são na melhor das hipóteses no mínimo co-responsáveis.
    Mas a triste administração liderada pelo Sr. Flory nada fez. Porém agora que, aparentemente, poderá haver um alegado déficit, quer nos imputar a culpa por não ter tido êxito o processo de implantação do PPV. Dizemos aparentemente, pois só uma análise atuarial poderá determinar, com mais exatidão, os reflexos do fator previdenciário. A atual administração da PETROS não merece a nossa credibilidade, pois ela mesma, através de suas atitudes, propósitos e dos seus escusos objetivos faz com que não possamos ter qualquer confiança neles.
    Além do mais, uma coisa não justifica outra, muito pelo contrário. Não conseguiram sucesso em implantar o PPV e ficaram inertes, perdidos na sua empáfia. Agora só lhes resta culpar-nos. Culpar aqueles que jamais tiveram a oportunidade de discutir o assunto, aqueles que apresentaram argumentos que nunca foram contestados, aqueles que são os Participantes e verdadeiros donos do patrimônio do Fundo. É de se lamentar profundamente.
Pelo que analisamos podemos constatar o exercício permanente da atual finada administração da PETROS em usar e abusar de termos empolados mas que na sua essência, ao que tudo indica, demonstram a má-fé, a incompetência, a coação o engodo, acarretando frustrantes resultados para os Participantes e trazendo insegurança e terror aos mesmos.

Mas isso de nada adianta, pois eles, os atuais futuros ex-dirigentes, se contradizem ou demonstram falsidades nas suas assertivas como acima restou provado.

Mas vamos às soluções que a "tetrarquia do mal" apresenta como "possíveis soluções" na parte final de sua carta.
  • "Se o Plano Petrobras Vida tivesse sido implantado, esse conjunto de elevados valores teria sido pago pela Petrobras como incentivo de migração".

    Comentários: Poderia mais não foi. Além do que é altamente questionável, sob o aspecto legal, esta transferência de recursos, tanto é que o PPV está suspenso, bem como a transferência de recursos entre o Plano Atual e o PPV, através de medidas judiciais. Maior seria o prejuízo para aqueles que optaram em não aderir ao PPV, caso este deplorável processo de implantação do Novo Plano tivesse tido sucesso.

  • "Como a migração está suspensa pela Justiça, a "geração futura" e a mudança da "tábua de mortalidade" estabelecem um valor próximo a R$ 3 bilhões, que deve ser rateado paritariamente entre Patrocinadora e Participantes, em cumprimento às determinações legais".

    Comentários: O fechamento do Plano Atual - decidido unilateralmente pelas patrocinadoras - e a não admissão de novos empregados - cuja míope política de terceirização dos mais variados serviços, até daqueles de cuja tecnologia as empresas patrocinadoras dispõem - é que são a causa da geração de algum alegado déficit. Nesta hipótese, a responsabilidade é da Petrobrás e da PETROS, ou seja dos dirigentes que adotaram esta estratégia, a estratégia de cancelar direitos contratados pelos Participantes ao aderirem ao Fundo de Pensão. Cometeram uma má-administração, uma gestão lesiva àqueles que são os verdadeiros donos do patrimônio.
    Quanto ao rateio paritário entre Participantes e patrocinadoras, nada mais é do que o costumeiro exercício da intimidação, da ameaça, diríamos do verdadeiro terrorismo verbal. É altamente duvidoso que eventuais déficits, mormente os causados pela falta "de geração futura" e da adoção de nova "tábua de mortalidade" possam vir a ser, compulsoriamente, pró-rateados entre os Participantes e patrocinadoras, até pelos motivos já comentados. À luz do Estatuto que rege o nosso contrato de adesão ao Plano Atual, tal hipótese é remota. Mais ainda, tendo-se sob consideração a própria lei, será muito mais fácil fazer-se reconhecer as culpas das Patrocinadoras e dos dirigentes responsáveis por tais resultados do que avançar-se na hipótese do pró-rateio.
    Ou seja, não merece o destaque que está dando a "tetrarquia do mal" da PETROS. É como dissemos a prática do terrorismo verbal.

  • "A Petrobras já autorizou a Petros a utilizar parte do adiantamento feito para despesas de migração para pagar a sua parte na despesa".

    Comentários: Como a APAPE já teve oportunidade de comentar anteriormente, a Petrobrás não deveria tê-lo feito e nem a PETROS aceito tal operação. Como transferir recursos para aplicação em um empreendimento - o PPV - sem que todos os aspectos relativos à legalidade de tal operação fossem analisados. Quer nos parecer ter sido uma operação revestida de ilegalidades, passível de questionamentos e de ações de responsabilização dos gestores envolvidos em tal embrulhada, que não seja para a recuperação dos recursos gastos no processo.
    Isto e tantas outras coisas deverão sofrer análises técnicas, jurídicas e atuariais.

  • "Com isso, restou pendente de solução o valor de R$ 1 bilhão".

    Comentários: Se o valor total era de R$ 3 bilhões, como resta pendente de solução R$ 1 bilhão? Será porque a Petrobrás aportou R$ 2 bilhões para a PETROS à título do "processo de migração"? Não conseguimos entender os esclarecimentos da atual futura ex-diretoria da PETR0S - se é que devemos entender.
Como podemos verificar, a "tetrarquia do teror", que está em fase estertora, quer deixar transparecer que nenhuma responsabilidade lhe cabe. Usa do expediente do "bom-mocismo" para expor que a culpa é resultante da impossibilidade de implantação do PPV. É muito cinismo. Não poderiam, Flory e demais atuais futuros ex-diretores, adotar outras soluções? Vejamos o que eles têm a dizer:
  • "Você certamente se perguntará por que a atual Diretoria não solucionou antecipadamente esses problemas.
    A atual Diretoria não pôde atacar esses problemas porque o Plano Petrobras Vida, que solucionava os problemas da geração futura e da mudança da tábua de mortalidade, está suspenso por decisão judicial há longo tempo.
    Ou seja, a atual Diretoria ficou de mãos atadas.
    E agora, no encerramento do ano de 2002, tais valores têm, obrigatoriamente, de ser contabilizados - e, em seguida, repostos nas contas da Petros".


    Comentários: É de pasmar. O CDDPP - Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS, integrado por Entidades que representam a maioria dos Participantes da PETROS, tentou, inúmeras vezes, abrir um canal de diálogo com os responsáveis pelo processo de implantação do PPV. Isto antes que o processo fosse aberto. Todas as tentativas resultaram inúteis, fracassaram. Jamais a Petrobrás e a PETROS quiseram ou permitiram que o assunto fosse debatido e alternativas que satisfizessem aos interessados fossem buscadas. Apostavam estes "responsáveis" que o Novo Plano, o PPV, iria ser implantado.
    Frases como "Todos e quaisquer recursos estão sendo disponibilizados para a implantação do PPV" foram proferidas por estes "responsáveis". Tudo ouvido e testemunhado por inúmeras pessoas. Flory e seus diretores apostaram todo o enorme cacife nessa premissa. Por isso nada fizeram. Suas mãos não estiveram atadas. Muito pelo contrário, abriram-se para distribuir de forma prodigiosa toda esta dinheirama. Ela foi gasta com a contratação dos famosos "multiplicadores voluntários regiamente pagos", por empresas de propagada, de marketing, por panfletagens, etc.
    Enganaram-se. Não tiveram sucesso. A justiça vem dando razão àqueles que julgam seus direitos violentados.
    Tudo deverá ser apurado. Os responsáveis por todo esta incúria deverão ressarcir os danos comprovados.

  • "Como esses fatos coincidem com a mudança de governo, a solução definitiva dependerá de orientação política superior e, portanto, só poderá ser dada nos próximos meses.
    Você também se perguntará que soluções são possíveis para o problema.
    Em tese, existem duas possibilidades de solução.
    Uma é o aumento puro e simples da contribuição dos Participantes para cobrir a parte pendente.
    Outra é conseguir uma solução jurídica para a migração e implantá-la (mas essa solução tem de vir a curto prazo, pois, se demorar, o plano de custeio não suportará).
    Os problemas da geração futura e da mudança da tábua de mortalidade existem há muito tempo e clamam por uma solução definitiva e rápida, para resguardar e proteger os interesses e os direitos dos Participantes".


    Comentários: A diretoria da PETROS prova que jamais teve interesse em defender os interesses dos Participantes do Plano Atual. Muito pelo contrário, foi obstinada em perseguir a alternativa da implantação de um novo plano, ainda que fosse muito ruim para todos os que participam do Atual Plano. Ocorreu a inapetência na busca de outras soluções, pois isto não lhe interessava. Existiam outros objetivos - que não poderiam ser confessados - por trás de todo este comportamento.
    O imbróglio terá que ser desfeito, os prejuízos apurados, os responsáveis deverão repor aos cofres das respectivas instituições os valores devidos.
    Várias são as soluções, e estas mais do que provavelmente não envolverão o aumento das contribuições nem a busca pela via judicial para a sua implantação. É apenas uma questão de discussão com boa-vontade, madura e profissional, virtudes estas que não se aplicam a atual futura ex-diretoria.

No final da carta CARLOS FLORY, Presidente, ELIANE LUSTOSA, SOLON GUIMARÃES FILHO e FLÁVIO DE MAGALHÃES CHAVES, Diretores, se despedem desejando que "2003 permita, afinal, a solução dessas pendências, para tranqüilizar a Comunidade Petros e para assegurar a manutenção da imagem e do bom nome dessa grande instituição" além de "os votos de um 2003 de congraçamento e realizações, com saúde, paz e felicidades".

Em resumo:
  • Procuram vender a imagem de "bons-moços" e de "boa-moça";
  • Querem que os Participantes acreditem que são os culpados pelos erros que eles cometeram;
  • Na realidade saem derrotados;
  • Esta deverá ser a última tentativa de terrorismo verbal que deve ter sido turada do "saco de maldades" a que Flory fez menção no início do processo de migração;
  • Colocam seus cargos à disposição para não serem despedidos;
  • Procuram mostrar uma erudição falsa;
  • Induzem o pensar do leitor a inverdades;
  • Empregam argumentações que em si mesmas são contraditórias;
  • Usam e abusam de inverdades, ameaças, incongruências, prepotência e soberba.

Logo,
Flory, Eliane, Solon e Flávio
são merecedores do nosso descrédito e repulsa.



A votação recebida pelas 5 duplas indicadas pelo CDPP para concorrerem aos Conselhos da PETROS, entre um total de 25 duplas, foi de cerca de 58% do total de votos, o que mostra que nossos ideais foram apoiados pela maioria dos Participantes.

A APAPE, em linhas gerais, se manterá firme na posição de:
  • defender uma auditoria, o mais isenta e capaz possível, em todas as contas da PETROS;
  • contratar empresas experientes para realizar avaliações atuariais;
  • divulgar todas estas informações aos Participantes;
  • buscar soluções - várias propostas existem - que atendam os interesses dos atuais Participantes, dos aposentados e pensionistas;
  • criar de um modelo que possa atender aos novos empregados e que se situe, pelo menos, dentro da média dos produtos que atualmente estão no mercado;
  • buscar a transparência na gestão;
  • buscar a honestidade de procedimentos.
A APAPE mantém a esperança de que todos possamos ter um ano de 2003 com resultados mais positivos e tranqüilizantes para todos nós Participantes da PETROS.

A DIRETORIA



Companheiros,
vamos todos participar,
vamos trazer mais um colega,
vamos todos aumentar esta corrente.




Obs.: Este Informativo foi elaborado por Rodolfo Huhn, Diretor Secretário da APAPE, em consonância com os objetivos constantes do Estatuto da Associação.



Lista: www.grupos.com.br/grupos/petros


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Associação Nacional dos Participantes da Petros - APAPE
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adm@apape.org.br

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