Associação dos Participantes da PETROS
Documento:
OS "NOVOS" EMPREGADOS E "OS CAROLINAS" DA PETROBRÁS
Objetivo Como Participar Opiniões Documentos Associados Fale Conosco
  Página Inicial



 
Informativo Eletrônico APAPE No 87 - 06/11/05


ASSUNTO:
OS "NOVOS" EMPREGADOS E "OS CAROLINAS" DA PETROBRÁS
MANIFESTAÇÃO NA PRÓXIMA SEXTA, DIA 4, ÀS 12h30, NO SAGUÃO DO EDISE
NÃO AOS LEILÕES DO NOSSO PETRÓLEO
CDPP: COMUNICADO AOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS, ANISTIADOS E EMPREGADOS DA PETROBRÁS
APRESENTAÇÃO DA PETROS SOBRE O FUNDO ADMINISTRATIVO: TENTATIVA DE LOGRO



OS "NOVOS" EMPREGADOS E "OS CAROLINAS" DA PETROBRÁS

A demora das empresas que compõem o Sistema Petrobrás em resolver questões simplórias já faz com que os novos empregados possam ser considerados seminovos (pelo menos uma boa parte deles). Ou seja, os empregados admitidos no final do século XX (a partir de 1997), passados oito anos, não conseguem sensibilizar as sucessivas administrações da Petrobrás para que lhes seja conferido o princípio da Isonomia. Dos admitidos no século XXI, os "novos", nem se fala. Não têm direito à PETROS; a AMS é diferenciada; assuntos como periculosidade e salários dissimilares são desconsiderados.

Há de se indagar por que a Petrobrás age assim? Gente, é só lembrar o que motivou a Petrobrás a tentar impingir o Plano Petrobrás Vida - PPV, em 2001. Naquela ocasião era considerado fundamental para os interesses de determinados grupos econômicos, a privatização da Petrobrás. Apenas para citar um dos detalhes, as ações (ADRs) na Bolsa norte-americana sofrem influências diretas do chamado "passivo trabalhista". Pelas normas de contabilidade da "CVM norte-americana" as obrigações da Petrobrás com o Plano Atual - de Benéfico Definido - têm reflexo negativo direto nesses títulos, dificultando a negociação dos mesmos e, por conseqüência, a privatização da Empresa (torna o negócio menos interessante/lucrativo). Assim, tinham que impor um plano de Contribuição Definida, um plano financeiro em que os contribuintes/empregados não possuem qualquer garantia. No plano Atual - de Benefício Definido -, caso haja qualquer déficit, as empresas mantenedoras (Petrobrás e demais do Sistema) terão que "bancar" o prejuízo, exceto se os princípios constitucionais vierem a ser quebrados (contrato juridicamente perfeito, direito adquirido,...). Agora, volta a Petrobrás ao tema, em apresentação e sob foco temos o Plano PETROS II, de Contribuição Definida!

Mas como chegamos a este ponto. Simples! O plano foi engendrado para ser desenvolvido ao longo de vários anos ou décadas. Toda grande corporação faz planos para longo prazo! Já dissemos que no Brasil não só se entregam os anéis como os próprios dedos. E, somos um país quase maneta.

Assim foi com as criações estúpidas das Agências Nacionais (... e um viva aos cargos remunerados...). Tudo aumenta muito acima da inflação (luz, telefone,...) e há sempre uma tola explicação. E a CVRD (Vale do Rio Doce), empresa altamente lucrativa e com um quadro técnico muito competente, foi "vendida" em condições que qualquer um de nós poderia comprar. Porém, a "licitação" era dirigida de tal forma que nós, ainda que quiséssemos, não poderíamos ter participado da licitação. As explicações são óbvias.

Mas, excetuando os privilegiados (só existe uma classe que os engloba neste país), todos os demais brasileiros perdem a cada ano, a cada dia. Reservas de petróleo, prospectadas e avaliadas pela Petrobrás - com elevados investimentos e pesquisas de alto grau tecnológico (o CENPES ia ser terceirizado; como é que é...?) -, foram repassadas para que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) "licitasse" os campos (um andar inteiro no EDISE foi interditado para que as empresas interessadas pudessem ter acesso aos dados dos campos de petróleo). E a Petrobrás teve que pagar por um trabalho que ela própria desenvolveu. Em outras palavras, os governos "brasileiros" (que elegemos) expropriaram bens e direitos da Petrobrás e os repassou para outros grupos. Crime de lesa-pátria! (os ministros do STF assim não o consideram - que país é esse?). Leilões após leilão vão-se os campos de petróleo, ainda que a Petrobrás, naquilo que lhe permitem (para não dar muito na vista), consiga arrematar algumas dessas áreas (muitas em parceria com multinacionais) e gastando duas vezes.

Mas, e o que tem isto a haver com os "novos", "seminovos", antigos e "os mais experientes"? É que no dia de 04/11/05, no saguão do EDISE, mais de 300 pessoas estavam reunidas para externar suas reivindicações. Dessas, menos do que cinqüenta aposentados (os "mais experientes") estiveram presentes. E, olhe, nós, aposentados, somos a maioria.

A Petrobrás foi construída com muito patriotismo, idealismo e trabalho. No seu início foi objeto de desdém pelas empresas concorrentes do ramo. Construímos a Petrobrás, fizemos ela crescer, fizemos ela ganhar prêmios em tecnologia, e continuam querendo destrinchá-la, esquartejá-la, e "entregá-la de bandeja". A "reestruturação" da Petrobrás, feita no governo passado, está mantida pelo atual. "Ótimo, se não serviu para privatizar, serve para empregar" apaniguados em funções redundantes - com invejáveis salários -, para gáudio dos que se prostituem pelo poder.

Ao longo da história, foram os ideais que moveram a Empresa. Foram os desafios que fizeram com que muitos de nós trabalhássemos sem se preocupar com horas extras e outros benefícios, direitos estes que até deveríamos ter recebido. Mas pensávamos Petrobrás; idealizávamos nosso Futuro; sonhávamos BRASIL.

A participação dos empregados mais novos na manifestação realizada no EDISE foi um alento renovado. Retrocedemos. Relembra o nosso passado.

Mas, os aposentados, onde estavam? Enquanto os novos empregados estão aprendendo a pedir melhorias e condições iguais aos dos mais antigos, os "mais experientes", se esquecem do passado e se transformaram em "Carolinas".

Chico Buarque poetizou:
"Carolina, Nos seus olhos fundos, Guarda tanta dor, A dor de todo esse mundo

Eu já lhe expliquei que não vai dar, Seu pranto não vai nada mudar,
Eu já convidei para dançar, É hora, já sei, de aproveitar, Lá fora, amor,

Uma rosa nasceu, Todo mundo sambou, Uma estrela caiu,
Eu bem que mostrei sorrindo, Pela janela, ói que lindo, Mas Carolina não viu
...
Carolina, ..., Agora não sei como explicar
Lá fora, amor, Uma rosa morreu, Uma festa acabou, Nosso barco partiu
...
Eu bem que mostrei a ela, O tempo passou na janela, Só Carolina não viu"
Os aposentados são verdadeiras "Carolinas", estão na janela vendo o tempo passar.

Os novos cantam, sem saber, como cantávamos no passado (tão presente...): "Vem, vamos embora, que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora, não espera acontecer" (obrigado Vandré).

Nossos cumprimentos ao Sindipetro/RJ (que motivou a manifestação). A APAPE se fez presente.

Parabéns aos novos!

Os hoje travestidos de "Carolinas" que voltem a lembrar e agir como fizemos no passado. Lembrem, o futuro depende de cada detalhe agora realizado.

Leia o que os "novos" reivindicam!


Sindipetro/RJ - Manifestação EDISE - 04/11/05

Por que estamos nos manifestando?

Esta manifestação, pacífica, é uma iniciativa dos empregados novos da Petrobrás, que ingressamos na empresa a partir de 1997. Luta­mos pela ISONOMIA. Isto significa que quere­mos obter os mesmos direitos dos trabalhado­res antigos da empresa. Realmente, considera­mos que não há justificativa aceitável para esse tipo de discriminação. A justiça e a igualdade são valores fundamentais para uma sociedade verdadeiramente democrática. A Petrobrás se apresenta como uma empresa na linha de frente da responsabilidade social no Brasil e, por isso mesmo, consideramos que não pode se negar a tratar todos os trabalhadores com ISONOMIA. Afinal, responsabilidade social começa em casa.

Concretamente, reivindicamos a incorporação de 30% ao salário-base, para nos igualarmos aos trabalhadores antigos, que recebem Vantagem Pessoal. Aproveitamos para manifestar nossa discordância com essa denominação, pois não queremos nenhum tipo de privilégio mas apenas ter a mesma remuneração básica que nossos colegas antigos. Uma vez que isso for feito, consideramos que os empregados, novos ou antigos, que trabalham em áreas operacionais, perigosas, devem passar a receber efetivamente o adicional de periculosidade de 30%. Além disso, queremos obter o direito de inclusão no Plano Petros BD.

Nosso movimento já realizou duas outras manifestações. Uma no dia 12 de setembro e outra em 28 de outubro, ambas no saguão do Edise. Não somos fanáticos por protestos, mas estamos dispostos a lutar até conseguir a ISONOMIA.

Mais uma vez, a direção da Petrobrás não estabelece a ISONOMIA. Ela quer que os trabalhadores e as entidades sindicais aprovem sua atual proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2005/2006, como foi noticiado tanto no Surgente como no informativo Negociação, boletim da Cia. Essa proposta não atende a ISONOMIA nem a nenhuma das principais rei­vindicações da categoria. Portanto, não pode­mos aceitá-la e esperamos que as entidades sindicais não a aprovem, até porque temos ajuda­do a Petrobrás a conquistar, ano após ano, lucros históricos. Consideramos que somente uni­dos conseguiremos nossas vitórias. Por isso, somos solidários aos antigos, aos aposentados e aos anistiados e convidamos todos para se mobilizarem conosco nessa luta que é de todos.
Comissão dos Novos

PRINCIAIS BANDEIRAS DA CAMPANHA REIVINDICATÓRIA 2005/2006
  • Isonomia;
  • Petros BD para todos;
  • Reajuste pelo ICV/Dieese;
  • Aumento real sem discriminação;
  • Reposição das Perdas Passadas;
  • Melhores condições de SMS;
  • PCAC Já;
  • Anistia pra valer
  • Primeirização Já!
Apoio APAPE

É importante reclamar - não é um costume nosso.
Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!




MANIFESTAÇÃO NA PRÓXIMA SEXTA, DIA 4, ÀS 12h30, NO SAGUÃO DO EDISE

Aposentado, Pensionista, Empregado: PARTICIPE!
(ou você vai ficar esperando que os outros resolvam os seus problemas e ficar se lamentando?)


Fonte: SURGENTE - 1049-C - 03/NOV/05

Em mais um flagrante desrespeito, a Petrobrás marcou a entrega de sua contraproposta para às 19h de terça-feira, dia 1º. Isto é, só entregaram a proposta depois que a maior parte da categoria já tinha saído do trabalho. Talvez para que os trabalhadores não ficassem sabendo no mesmo dia que a empresa continua mantendo as discriminações entre ativos e aposentados.

A Petrobrás entregou sua proposta de ACT junto com um documento de resposta sobre os questionamentos da direção do sindicato relativos ao plano Petros, informando que os estudos para um novo plano de previdência dos petroleiros estão sendo finalizadas. Queremos um plano Petros BD para todos! A proposta de ACT é para um acordo de dois anos, sendo que as cláusulas econômicas serão reavaliadas daqui a um ano. Ou seja: as cláusulas sociais ficam congeladas por dois anos. Vão ser dois anos sem isonomia e sem a possibilidade de avançar em novas conquistas. Além disso, propôs um nível para a categoria em maio de 2006, o que aumentará ainda mais a discriminação entre ativa e aposentados. Em relação ao índice de aumento, foi proposto 4,89% de reajuste mais 1,08% de ganho real. Esse índice nem de longe contempla as perdas da categoria.

Liberação - Enquanto sindicatos como o Sindipetro-RJ, que constroem a luta, continuam com a cota de liberações congelada (mesmo pagando parte delas), para a FUP a empresa aumenta as liberações em 60%, passando de cinco para oito. A direção colegiada do Sindipetro-RJ estará reunida nesta quinta-feira, dia 3, 18h, para avaliar detalhadamente a contraproposta e apresentar um indicativo (e estratégias) à categoria, que será convocada para assembléias a partir da próxima semana. O Sindipetro-RJ está firme na defesa de toda a categoria. Queremos Plano Petros BD para todos, isonomia, reposição das perdas, anistia para valer (Petrobrás, Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex), melhores de condições de SMS, PCAC e primeirização dos postos de trabalho.

Está claro que nada mais será concedido se não houver pressão. É preciso construir a greve. Os petroleiros precisam mostrar que estão dispostos a cruzar os braços em defesa de sua pauta reivindicatória. Os novos já têm mobilização marcada para amanhã, sexta, dia 4, às 12h30, no saguão do Edise. Participe! É hora da união de todos: ativos, aposentados, novos e antigos. Somos todos petroleiros!
Apoio APAPE

É importante reclamar - não é um costume nosso.
Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!





NÃO AOS LEILÕES DO NOSSO PETRÓLEO

Você venderia o arroz e o feijão da sua despensa
barato hoje, para comprar muito mais caro amanhã?


Enquanto as principais nações do mundo procuram poupar as suas reservas de petróleo, o governo brasileiro, na contramão da história, continua teimando em leiloar nossas áreas promissoras em petróleo gás.

Você sabia que a produção de petróleo começará a diminuir, em nível mundial, nos próximos anos? E que o consumo global continuará aumentando?

É só prestar atenção no preço do petróleo no mercado internacional, que dobrou no último ano: em 2004, quando denunciávamos a 6 rodada do criminoso leilão do nosso petróleo, o preço de um barril era cerca de 30 dólares e hoje, menos de um ano depois, beira os 70 dólares cada barril!


Fontes alternativas demoram!
Você, como bom brasileiro, vai deixar asse patrimônio, petróleo e gás, que está sob as terras e mares brasileiros, ser entregue ao controle das multinacionais?

É verdade que cientistas buscam fontes alternativas de energia. Mas, mesmo que uma nova alternativa seja rapidamente desenvolvida, pergunta-se: como a humanidade vai trocar todo os motores e instalações industriais que funcionam á base de derivados de petróleo em poucos anos? Qual é o custo dessa troca?

Fala-se na energia de biomassa, o álcool, o biodiesel... Mas, nesse ponto, o renomado cientista brasileiro, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, em artigo publicado na Folha de São Paulo, de 21/0812005, esclarece que para substituir todos os derivados de petróleo queimados hoje, seria necessário cultivar em cana ou eucalipto, uma área equivalente ao dobro da área cultivada em todo o planeta terra. Ele também aborda que o custo e a eficiência das demais fontes alternativas de energia conhecidas hoje (solar, eólica, hidroelétrica...) não conseguem substituir, em intensidade de uso, o petróleo.

Devemos, sim, investir em fontes alternativas renováveis de energia, mas não podemos nos iludir que elas substituirão o uso intensivo de derivados de petróleo, a curto prazo.

Além do que o petróleo tem outro uso muito mais nobre como fonte das matérias-primas para a indústria petroquímica. Assim, mesmo que surja uma nova fonte que substitua o petróleo como energia, temos que pensar também nesse aspecto.


É preciso reagir e lutar!
Desde a luta "O Petróleo é Nosso", na década de 50, desencadeada por verdadeiros nacionalistas, alguns dos quais deram sua própria vida por essa causa, que culminou com a criação da Petrobrás, como empresa 100% brasileira, até a década de 90, o petróleo era um monopólio brasileiro. As ações ordinárias da Petrobrás estavam sob o controle do governo e de brasileiros natos.

Com a eleição de Fernando Collor de Mello, começaram os ataques contra a Petrobrás. Fracassada essa tentativa, com a deposição deste, foi então eleito Fernando Henrique Cardoso, que com seus compromissos obscuros de privataria (privatização + pirataria), sob um congresso entreguista, desencadeou a entrega, de fato, do nosso petróleo e gás.

Com isso, a maior parte das ações totais da Petrobrás passaram às mãos de acionistas estrangeiros, representando sangria de bilhões em remessas de lucros para o exterior.

Não bastasse isso, FHC e sua base parlamentar aprovaram a Lei 9478/97, internacionalizando o nosso petróleo e gás, permitindo não só que multinacionais venham aqui explorar petróleo e gás, nas áreas promissoras mapeadas pela Petrobrás, como também permite que todo o petróleo e gás produzidos sejam exportados, deixando os brasileiros a ver navios vazios...

Aliás, esta é uma incoerência do governo Lula: ao mesmo tempo que investe para nacionalizar o setor de construções de navios e plataformas encomendados pela Petrobrás, está leiloando nosso petróleo e gás! Será que uma dessas multinacionais vai encomendar navios e plataformas no Brasil ou nos países onde se pratica mão-de-obra escrava?


Parar imediatamente os leitões do nosso petróleo e
re-naclonalizar a Petrobrás é questão de Soberania Nacional!

Diversos povos de países vizinhos, da América do Sul, têm feito verdadeiras revoluções pela re-nacionalização do petróleo e gás.

O Iraque, já está claro para o mundo, foi invadido por ser o país que tem as segundas maiores jazidas de petróleo do planeta.

As diversas guerras do Golfo Pérsico têm por trás delas o petróleo.

Tentam nos enganar que a Petrobrás arremata a maioria dos blocos leiloados! Na verdade é um absurdo a Petrobrás comprar áreas que ela mapeou, que já eram dela!

Além do que, por imposição, a Petrobrás é obrigada a se associar com às multinacionais, por exemplo, como está acontecendo com o Campo Gigante de Mexilhão, no litoral de Santos, onde a Petrobrás encontrou gás e está tendo que ceder parte para, as multinacionais Repsol e Shell.


Una-se aos verdadeiros brasileiros.
Vamos todos exigir do governo federal:


PLEBISCITO JÁ!
NÃO AOS LEILÕES DO NOSSO PETRÓLEO!


Assine o abaixo-assinado e ajude a coletar assinaturas: pegue e devolva material da campanha no
Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34 - tel. 21-3852-0148), na
AEPET (Av. Nilo Peçanha, 50/2409 - tel. 21-2533-1110) ou na
APAPE (Av. Rio Branco 156/2514 - tel.: 21-3473-2569)

Imprima o abaixo-assinado, colha assinaturas e nos envie, em:
modecom1.doc (34 KB) ou
modecom1.pdf (109 KB)

Apoio APAPE





CDPP - Comitê em Defesa dos Participantes da PETROS

COMUNICADO
(adaptado pela APAPE)

Aos aposentados, pensionistas e anistiados do Sistema Petrobrás
Aos empregados que amanhã serão aposentados

Neste documento o CDPP apresenta sugestões, alertas e recomendações para a defesa dos seus interesses.

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO - ACT - Não deixe ninguém decidir por você. Associe-se a uma entidade que represente, de fato, seus interesses e compareça às reuniões e assembléias. Participe das reuniões dos Sindicatos, a maioria permite que você se manifeste, ainda que não sindicalizado.

A maioria das Associações possui estrutura voltada para manter os direitos e segurança dos seus afiliados. Busque uma entidade em que você possa ser ouvido e interagir. Participe da APAPE!

Há várias formas de ser pró-ativo e dar contribuição. Como exemplos:
  1. Repassando Informações - como estas para todos os colegas, aposentados, pensionistas e anistiados.

  2. Interagindo - Conversando, debatendo os assuntos e insistindo para que os colegas compareçam às reuniões, assembléias e outros eventos de interesse comum. A APAPE sempre está aberta para você, seja na nossa sede toda quinta-feira, seja nos nossos almoços das primeiras quintas-feiras do mês. Contate o Sitramico-RJ. O Sindipetro/RJ se reúne nas primeiras terças-feiras de cada mês.

  3. Unindo - É preciso dar um BASTA na situação atual! Não podemos permitir a divisão de nossa categoria em ATIVOS, APOSENTADOS, NOVOS, MIGRANTES, NÃO MIGRANTES...

  4. Evitando Desigualdades - Por sermos uma só categoria, temos que exigir da PETROBRÁS, PETROS e Governo, um tratamento igual (isonomia).

  5. Buscando Interesses Comuns - Filie-se a uma entidade que defenda os nossos direitos, da nossa Fundação PETROS e do Sistema PETROBRÁS.

  6. Não se Omitindo - Dedique parte do seu tempo em benefício da vitória dos interesses da coletividade petroleira (sempre há tempo para o lazer).

  7. Opondo-se à Terceirização de Serviços - A PETROBRÁS dispõe, hoje, de cerca de 30 mil ativos e 110 mil terceirizados (os aposentados, que tanto contribuíram para a criação desta grande Empresa, se aproximam dos 70 mil). Não há explicação lógica para tantos terceirizados, estes custam mais à Empresa do que os contratados. Então por que são tantos os terceirizados? Pense nisso!

  8. Defendendo a Manutenção das Reservas de Petróleo para o Brasil - Vamos combater e impedir a realização das licitações das bacias de petróleo promovidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), pois este ato governamental é um verdadeiro crime de lesa-pátria. Informe-se a respeito.

  9. Buscando a Segurança na Aposentadoria - Vamos defender o PLANO PETROS para todos, inclusive para os novos empregados. Não se encante com os Planos de Contribuição Definida, são planos financeiros em que só há garantia para as instituições que recolhem as contribuições; não há garantia para você (vários são os exemplos). Não se iluda com o Plano PETROS II, é uma falácia! Pergunte-se: a quem interessa?

  10. Exigindo Respeito às Leis - Os empregados novos, recém admitidos, podem exigir da PETROBRÁS, BR e Transpetro, o cumprimento da sentença da Juíza Salete Maccalóz que determinou: ADMISSAO IMEDIATA DOS ÚLTIMOS CONCURSADOS, COM O RESPECTIVO DEPÓSITO DOS VALORES DEVIDOS À FUNDAÇÃO PETROS, DOS VALORES DAS CONTRIBUIÇÕES, A PARTIR DAS DATAS DE SUAS RESPECTIVAS ADMISSÕES.
Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2.005

DIVULGUE ESSE COMUNICADO a todos os seus colegas, estimulando-os a participar deste movimento

Baixe este documento em formato *.doc: CDPP230905.doc

Esse comunicado do CDPP está sendo apoiado pelas seguintes Entidades do CDPP: AASPECE; AEPET; AMBEP; APAPE; ASPENE-SE; ASTAIPE-SP; ASTAIPE-BA; ASTAPE-RJ; ASTAP.MG; ASTAUL.SP; ASTAULPR; CONTTMAF; FENASPE; FETRAMICO; SINDIPETRO-RJ; SINDQUÍMICA-RJ e SONTAPE.

VENHA PARTICIPAR DA APAPE!



APRESENTAÇÃO DA PETROS SOBRE O
FUNDO ADMINISTRATIVO: TENTATIVA DE LOGRO

Conheça a Apresentação (não aprovada) em: www.apape.org.br/Agc13095/gc13095z.htm

Apresentação: Fundo Administrativo
Para cumprir com seus objetivos, o Conselho Fiscal, dentro da sua competência, pede diversas informações à administração da PETROS.

É sabida a dificuldade em se obter informações precisas, detalhadas e conclusivas. Casos como o da contratação, pelo menos estranha, da Trevisan é um exemplo típico. Outros casos, como a da venda da antiga sede (ex-hotel Serrador), sequer mereceram uma apuração. Esta operação, aliás, embora tenha sido gestado na administração anterior, teve o respectivo registro de imóveis realizado já na atual administração.

Não é por mera implicância, manha ou outra motivação similar que o Conselho Fiscal não aprova as contas do nosso Fundo. Seria uma irresponsabilidade dos conselheiros eleitos se assim o fizessem. Caso estas contas fossem aprovadas, poderiam os conselheiros vir a serem agentes passivos de eventuais ações promovidas no judiciário em razão dos diversos indícios de irregularidades encontrados.

É rotina o Conselho Fiscal solicitar estudos sobre certas áreas de interesse e que podem ter reflexos futuros no Fundo PETROS. Estes estudos, em regra, são muito demorados e a explicação da PETROS é que são complexos e que não há pessoal disponível para realizá-los no prazo esperado. Poderia até ser uma explicação aceitável caso não se tratasse de estudos que a Fundação já deveria estar realizando (e sabemos que, a grande maioria, já é realizada) dentro das responsabilidades que lhe são afetas, sem falar que conta com uma estrutura organizacional funcional adequada e competente.

Sempre percebemos a competência dos funcionários de carreira da PETROS que defendem a Fundação e por ela tentam fazer o melhor.

Infelizmente, somos testemunhas que inúmeras solicitações do Conselho Fiscal são atendidas parcialmente ou recebem respostas insatisfatórias.

Por outro lado, percebe-se a influência negativa exercida por aqueles que nenhum comprometimento tem com os participantes, aqueles que costumávamos chamar de "pára-quedistas".

Estes aboletados no poder, alguns indicados diretamente por Brasília fazem questão de que o Conselho Fiscal tenha as maiores dificuldades possíveis para realizar as suas atividades. Até a assessoria especializada de que o Conselho Fiscal dispunha foi cancelada sob a alegação de que o contrato havia vencido e que teria que ser realizada uma licitação e mesmo assim para serviços eventuais.
Obs.: Gushiken declarou que indicou Wagner Pinheiro à ministra Dilma, que o colocou na presidência da PETROS - depoimento na CPI do "Mensalão" em 14/09/05.

Não é de esperar que os conselheiros possuam todos os conhecimentos técnicos nas diversas áreas (benefícios, contabilidade, mercado financeiro, atuária, informática, etc.). Por esta razão é lógico que tenha uma assessoria externa e de sua confiança para lhe dar apoio.

Mas se para o Conselho Fiscal todos os empecilhos possíveis são impostos, para a alta administração da PETROS tudo é possível, inclusive, por exemplo, subcontratar a GlobalPrev para administrar o fundo da SANASA (a SANASA é a companhia de saneamento do município de Campinas). No caso da SANASA a PETROS, que foi contratada para administrar seu fundo, resolveu subcontratar a GobalPrev sem licitação!

Esta postura da PETROS demonstra o descomprometimento da atual direção com os participantes. São inumeráveis os casos e cansativo seria relacioná-los, basta que se consultem as Atas do Conselho Fiscal - cremos estarem disponíveis a todos os participantes.

Caso recente ocorreu na reunião de 13 de setembro de 2005. O Conselho Fiscal havia solicitado que fosse realizada uma apresentação sobre o Fundo Administrativo. Entretanto, toda a apresentação envolvia a premissa da existência de um novo Plano PETROS, apelidado de "Petros II".

O presidente do Conselho Fiscal observou que o estudo não deveria ter levado em consideração a existência de um "Plano PETROS II", vez que sequer existe qualquer aprovação/deliberação quanto à criação de um novo plano. O que o Conselho Fiscal deseja é justamente analisar as projeções futuras do Plano Atual, sem influências indevidas.

O Conselheiro Rogério, quem respeitamos, com sua personalidade de moderador e defensor intransigente dos interesses/orientações da Petrobrás, observou que o Conselho deveria analisar o estudo e considerá-lo. Insistiu nessa sustentação por longo tempo.

Dada a insistência e duração da defesa do trabalho em questão pelo conselheiro Rogério, ponderamos que se o Conselho Fiscal analisasse e acatasse o trabalho apresentado sobre o Fundo Administrativo - incluindo o "Plano PETROS II", estaríamos referendando um trabalho que fere os interesses dos participantes e desta forma poder-se-ia considerar esta deliberação como uma FRAUDE.

Seguiu-se um destempero comportamental do Secretário Geral, Newton Carneiro, acompanhado pelo Gerente de Controle Jorge Gouveia, que, deturbando a colocação por nós suscitada, afirmaram não admitir que os funcionários da PETROS fossem insultados. Sob esta alegação e considerando a não aceitação da proposta apresentada sob a coordenação do Gerente de Controle, o Secretário Geral determinou que os funcionários de carreira da PETROS - que a tudo assistiam atônitos - se retirassem da sala. Não permitindo o Secretário Geral e o Gerente de Controle que houvesse qualquer outro entendimento a ser seguido de forma educada e civilizada, o Presidente do Conselho Fiscal, Paulo Teixeira Brandão, deu por encerrada a reunião.

Lastimamos profundamente que os funcionários de carreira sejam usados de maneira tão absurdamente aética. Estes têm tudo a perder: anos de dedicação, especialização e compromisso com a PETROS e seus participantes. Não é a primeira vez que isto acontece. Entretanto, eles cumprem ordens e se o estudo foi feito considerando como existente um "Plano PETROS II" é por que foram mandados realizar o trabalho com estas premissas. Esta é a questão!

Apresentação: Fundo Administrativo Porém, tanto o Secretário-Geral como o Gerente de Controle não são funcionários da PETROS e se sentem e agem com descompromisso com os nossos interesses e com os anseios dos próprios empregados da PETROS. A atitude desses "dirigentes" da PETROS demonstra que os empregados são meramente uma massa de manobra para servir aos seus interesses e ambições pessoais. Afinal, não têm nada a perder. São os "novos pára-quedistas", que vêm e vão (esperamos que em breve).

Acatar o estudo proposto e distribuído pelo Gerente de Controle é um repetido desrespeito ao Conselho Fiscal; aceitar a apresentação seria agir com o intuito de não cumprir dever determinado que os membros eleitos para o Conselho Fiscal têm com seus participantes. A administração da PETROS tem a obrigação de atender aos pedidos do Conselho Fiscal sempre que pertinentes ao pleno exercício de suas atividades. O contrário é cercear sua competência. No presente caso, novamente, o Conselho Fiscal viu-se frente a um trabalho desviado do pedido que visava referendar premissas inexistentes - o novo "Plano PETROS II".

Caso o Conselho Fiscal, através dos seus membros eleitos, acolhesse este trabalho, estaria descumprindo seu dever, estaria enganando os participantes, estaria sem dúvida, praticando uma fraude, um logro.

Reiteramos nossa tristeza em constatar, novamente, o uso dos empregados de carreira como peças de um jogo onde as regras são impostas pelos administradores da PETROS, regras que mudam aleatoriamente ao talante dos mesmos.

Esta é infelizmente a realidade que nos cerca na PETROS, a realidade à que estão subordinados os empregados de carreira.

Obs.: Conheça a Apresentação (não aprovada) em: www.apape.org.br/Agc13095/gc13095z.htm

16/08/05
Rodolfo Huhn
Diretor Financeiro da APAPE
Conselheiro-Fiscal Suplente Eleito

VENHA PARTICIPAR DA APAPE!

Obs.: (Acepções usadas pelo autor; para efeito hermenêutico/processual)
Fraude = qualquer ato ardiloso, enganoso, de má-fé, com o intuito de lesar ou ludibriar outrem, ou de não cumprir determinado dever; logro.
Gestar = Conceber, produzir, gerar, inventar, engendrar, criar.
Manha = Choro infantil sem causa, birra, choradeira.
Aboletar = Alojar, acomodar, instalar.
Pára-quedista = diz-se de empregado ou servidor cuja origem não é a de carreira; que "entrou" sem concurso ou processo de seleção. (nossa conceituação)
Empecilho = Impedimento, estorvo, obstáculo.
Descomprometido = Que deixou de estar comprometido; cujo compromisso cessou ou se desfez.
Premissa = Fato ou princípio que serve de base à conclusão de um raciocínio
Destempero = Disparate, desconchavo; ação de falar ou proceder sem razão, ou com falta de bom senso.
Deturbar = Alterar.
Aético = Alheio a ética.
Fonte: Dic. Eletrônico Houaiss; Dic. Eletrônico Aurélio




PRECISAMOS NOS MOBILIZAR E UNIR

Colegas,

Já manifestei várias vezes minha opinião a respeito da falta mobilização dos aposentados e pensionistas. Aliás, os ativos não são muito diferentes. Parece ser mais uma questão da cultura brasileira - 'o "senhor do engenho", o "doutor", o "chefe" sabe o que faz'. E o resultado está aí.

Todos temos compromissos; de diversas naturezas. O que, entretanto, se constata é que menos de 2% (se é que não estou exagerando no número) participam de reuniões, encontros, assembléias, etc.

Não é crível, não é de se acreditar, que 98% tenham sempre problemas... É este o fato.

Somente participando, quer de associações e sindicatos, os aposentados, pensionistas e empregados, teremos condições de ser uma força de pressão, de atuar como agente de mudança.

É importante reclamar - não é um constume nosso. Mas, não adianta só reclamar, temos que participar!
Atualizado: 17/12/04

Leia o texto completo em: www.apape.org.br/ap111204.htm



Para releitura:

PETRÓLEO: UM CRIME DE LESA-PÁTRIA

Neste País não só se "perdem os anéis como os próprios dedos".

Leiam o Manifesto 1 "UM CRIME CONTRA O BRASIL", divulgado pela Comissão pelo Integral Monopólio Estatal do Petróleo.

Baixem e distribuam o documento em formato *.pdf em: www.apape.org.br/PetroleoNosso0504.pdf (159 Kb)
Baixem e distribuam o documento em formato *.doc em: www.apape.org.br/PetroleoNosso0504.doc (85 Kb) (anexo)
Obs.: Para incluir sua Organização contate a AEPET - (21) 2533-1110 - (21) 2533-2134 (Fax) - aepet@aepet.org.br (E-mail)



Participe da APAPE, COM A COLABORAÇÃO DE TODOS, UMA PRESENÇA MARCANTE!
Visite nosso Site. Há várias novidades de interesse geral: www.apape.org.br



SE VOCÊ NÃO LEU...


Companheiros,
vamos todos participar,
vamos trazer mais um colega,
vamos todos aumentar esta corrente.




Obs.: Este Informativo foi elaborado por Rodolfo Huhn, Diretor Financeiro da Participe da APAPE, em consonância com os objetivos constantes do Estatuto da Associação.


Lista: www.grupos.com.br/grupos/petros




Objetivo Como Participar Opiniões Documentos Associados Fale Conosco
  Página Inicial

Associação Nacional dos Participantes da Petros - APAPE
Av. Rio Branco, 156 - Salas 2514/15 - Centro
Rio de Janeiro - CEP 20040-004
Tel.: (21) 3473-2569
E-Mail: Envie um E-mail
adm@apape.org.br