Associação dos Participantes da PETROS Documento: Pizza "Fundos de Pensão" está montada e pronta para ir ao forno
Fonte: JB - 05/08/05
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Fonte: JB - A7 - 05/08/05 - PAÍS


Comentários da Participe da APAPE:

Pizza "Fundos de Pensão" está montada e pronta para ir ao forno
Não demorou muito para que surgissem os primeiros efeitos práticos do falado Acordão no Congresso.

Os Fundos de Pensão estão sob suspeita há longa data. Como exemplo: o Fundo PETROS, cujas contas vêm sendo desaprovadas sucessivamente pelo Conselho Fiscal.

Licitações na PETROS são feitas sem que se possa ter sequer qualquer garantia de que os preços contratados representam valores de mercado.

Interessa a todos nós, participantes do Fundo PETROS - os verdadeiros donos, que haja uma auditoria externa isenta e profissional em todos as áreas da PETROS. Mas, o que ela faz é realizar contratações estranhas que levam a feitura de "diagnósticos". Ninguém sabe exatamente o que significa tecnicamente este termo (talvez seja intencional).

A PETROS contrata a Trevisan através de uma licitação extraordinária. A TREVISAN sub-contrata a GlobalPrev (ex-Gushiken). A GlobalPrev (ex-Gushiken) é contratada sem licitação para realizar o serviço que a PETROS deveria fazer: a administração do Fundo SANASA.

A PETROS explicou que foi a notória especialização da GlobalPrev a razão de tê-la contratado sem licitação. Porém, a GlobalPrev jamais havia realizado este tipo de serviço.

Mais adiante, foi tornado público que a PETROS aplicou recursos no Banco Rural e no BMG. A administração esclareceu que tudo obedeceu aos interesses do Fundo PETROS. Quase ao mesmo tempo soube-se que a PETROS realizou três operações sucessivas de "hedge" resultando num prejuízo de mais de R$ 80 milhões. Uma operação, vá lá. Duas, difícil de aceitar. Três, sem dúvida, é demais. Explicaram que foi uma operação normal com risco calculado. Pois é.

Obs.: Por um centésimo desse valor o recebimento dos 3 Salários Benefícios ou diferenças poderiam ter sido pagas aos aposentados e pensionistas da PETROS. Todos os aposentados e pensionistas da Petrobrás, BR Distribuidora, Fronape, etc. receberam. Entretanto os aposentados da própria PETROS (ex-empregados) são uma exceção! Realmente a atual administração da PETROS é um exemplo... NEGATIVO.

Tudo divulgado pela mídia.

As últimas eleições da PETROS foram fraudadas através da cessão do seu cadastro para a corrente articulada majoritária. (Mesmo assim, só conseguiram eleger um dos seus candidatos).

Mas, a administração da PETROS acha tudo muito natural e reitera, ratificando, que é transparente. A atual administração não está preocupada.

Por que ficar apreensiva? Afinal, a pizza já foi montada; está pronta para ir ao forno.

Segundo a deputada juíza Denise Frossard: "O cheiro de pizza está fedendo na sociedade porque há um grande acordo entre PT, PSDB e PFL". (Leia artigo abaixo).

Obs.: Para quem não se lembra, Denise Frossard é aquela juíza que prendeu vários "bicheiros" no Rio de Janeiro (...e que ficaram presos).

Tem toda a razão a juíza Frossard. Mas, a "tranqüilidade" dos participantes da PETROS é o lema meta da administração.

Chegamos às raias de uma situação kafkiana!

Senhores(as) Parlamentares: AUDITORIAS, SIM! Pizza, NÃO!

05/08/05
Rodolfo HUHN
Diretor Financeiro da APAPE

VENHA PARTICIPAR DA APAPE!


Obs.: (Acepções usadas pelo autor; para efeito hermenêutico/processual)
Acordão: superlativo de acordo; um grande acordo ou combinação.
Diagnóstico: fase do ato médico em que o profissional procura a natureza e a causa da afecção; conhecimento ou determinação duma doença pelo(s) sintoma(s), sinal ou sinais e/ou mediante exames diversos (radiológicos, laboratoriais, etc.). (aplicado à PETROS, o que isto significa???)
Hedge: Expediente adotado por empresas ou homens de negócios para se resguardarem de flutuações de preços; transação compensatória que visa proteger (um operador financeiro) contra prejuízos na oscilação de preços; proteção cambial (a PETROS se resguardou realizando três prejuízos seguidos. Isto é que se chama competência...)
Fonte: Dic. Eletrônico Houaiss; Dic. Eletrônico Aurélio


Fonte: JB - A7 - 05/08/05 - PAÍS (transcrição)

CPI DOS CORREIOSAcordo retarda a investigação

Em sessão tumultuada, Delcidio Amaral negocia com líderes do PFL
para adiar votação sobre os fundos de pensão


DANIEL PEREIRA E
PAULO DE TARSO LYRA


BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Correios, Delcidio Amaral (PT-MS), fechou ontem um acordo com líderes do PFL tara adiar a votação da proposta de quebra de sigilo bancário de fundos de pensão ligados a empresas estatais. Em café da manhã que contou com a presença, entre outros, dos líderes da minoria e do PFL na Câmara, deputados José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ), ficou decidido que, por hora, serão enviados apenas pedidos de informação à Comissão de Valores Mobiliários e à Secretária de Previdência Complementar.

Se as respostas não forem satisfatórias, a oposição avsou que pressionará pela votação dos requerimentos de quebra de sigilo dos fundos de pensão.

Além de evitar, ou ao menos adiar, que outro tema espinhoso ganhe fôlego dentro da CPI, a decisão agradou ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho. O homem forte da economia havia alertado Delcidio sobre a possibilidade de repercussão negativa no mercado devido à exposição de negócios realizados por investidores.

Dep. Juíza Denisa Frossard Os pefelistas concordaram com a trégua, mas refutam qualquer interpretação de recuo. De acordo com Aleluia, não interessa ao PFL tumultuar o mercado. O líder da minoria declarou que, se as informações demorarem a chegar à CPI, será inevitável o pedido de quebra de sigilo bancário dos fundos de pensão.

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) considera terrorismo econômico afirmar que a quebra dos sigilos dos fundos de pensão causaria transtornos no mercado. Para Fruet, é fundamental investigar as razões que levaram os principais fundos de pensão do país a investir nos bancos BMG e Rural.

Ex-diretor do Banco do Brasil e ex-presidente do Conselho Administrativo da Previ, Henrique Pizzolato declarou que o fundo toma decisões sem consultar o conselho, atendendo a direitos políticos. Nesta semana, a CPI dos Correios aprovou a convocação de Pizzolato mas o depoimento não foi marcado. Uma dezena de fundos de pensão está ameaçada de quebra de sigilo bancário. Além da Previ, figuram na lista Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica Federal).

Dep. Ideli Salvatti Nessa mesma sessão, marcada para votar requerimentos de consenso e ouvir o depoimento do policial David Rodrigues Alves, responsável por saques de recursos das contas de Marcos Valério, os integrantes da CPI travaram ainda uma das maiores discussões políticas desde que foram iniciados os trabalhos. Uma declaração da deputada Denise Frossard (PPS-RJ) de que haveria um acordo entre PSDB, PFL e PT para abafar as investigações gerou uma sucessão de embates políticos.

A deputada criticava o depoimento de David Rodrigues, a quem chamou de "carregador de malas", e a proposta de que uma sindicância fosse a Portugal investigar a viagem de Valério e do ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri para supostamente negociar recursos para dividas de campanha.

- O cheiro de pizza está fedendo na sociedade porque há um grande acordo entre PT, PSDB e PFL - afirmou.

O presidente da CPI criticou a declaração da deputada.

- Rejeito essas declarações. Não há acordão. Essa não é uma CPI chapa branca.

Parlamentares do PFL e PSDB criticaram a conduta da deputada. Depois da seqüência de discursos em tom elevado, Denise disse que, ouvidos os argumentos do presidente da CPI e de deputados do PFL e PSDB, estava "mais tranqüila" de que um acordo não seria fechado.

Mas a confusão continuou. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) criticou a conduta dos oposicionistas de convocarem a sócia de Duda Mendonça, publicitário responsável pela campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para depor para à comissão sobre os 15,5 milhões que teria recebido da SMPB e não chamar outras empresas de publicidade que trabalharam com candidatos do PSDB e PFL.

- A campanha do Serra não contabilizou a dívida total das despesas de campanha com essas empresas. Se a súcia do Duda Mendonça vai vir aqui, têm de vir também publicitários e tesoureiros de outras campanhas - acusou.
Com Folhapress



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