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Em anexo encaminho matéria veiculada em jornal sobre problemas da Petros.
Entendo que o assunto não seja para nos preocuparmos mais do que já estamos, mas
sim para nos preparmos para eventuais "brigas" futuras. Entendo que tal
matéria tenha o intuito de "convencer" os aposentados Petros a aderir ao novo
plano, pois salvo este motivo, não vejo qual o interesse de tal veiculação e
quem daria tantos detalhes sobre o assunto.
paulo
Paulo,
Você está absolutamemnte certo. A matéria requentada pretende dar credibilidade jornalistica às
meias verdades contadas internamente pela diretoria da Petros.
Estive ontem, acompanhado dos demais diretores do SINDAPP, com o Secretário de Previdência
Complementar - Dr Savoia- e tivemos oportunidade de comentar os termos dessa matéria da Suely
Caldas, porque o nome dele foi usado também para parecer que as meias verdades têm respaldo. Ele
ratificou o compromisso de somente aprovar o novo plano da Petrobrás, encaminhado pela Petros, após
terem os líderes dos participantes discutido o citado plano com a atuária Dra Jaqueline que está
incumbida de dar parecer sobre o assunto. Também confirmou, o que eu já esperava, que as
colocações dele foram usadas indevidamente pela jornalista, pois foram feitas em outro contexto, o que
é muito comum ser usado pelas canetas de aluguel e as gargantas de aluguel.
Tudo isso reforça a tese de que se fossem boas as intenções não seria necessário gastar tanto dinheiro
e os recursos das assessorias de imprensa. Portanto, neste caso não cabe responder porque é o
gancho que a jornalista quer para contar mais outras meias verdades e confundir ainda mais a opinião
pública e em especial os participantes da Petros. Se você fizer uma pesquisa histórica vai encontar
matérias similares da mesma jornalista e outros, antecipando aquela mentira bombástica do Ministro de
Previdência de então -o "Stephanes" - que afirmou, há mais de 10 anos, na TV GLOBO que a Petros
estava quebrada.
Naquela oportunidade a Petros era dirigida por participantes, na maioria aposentados responsáveis, que
não permitiram os passos seguintes que eram os que agora estão acontecendo. Lembro que a Petros
não quebrou e seu patrimônio se elevou dos R$ 5 bilhões da época para os R$ 13 bilhões
atuais.
MIGRAÇÃO NÃO!!!
Brandão
Estado de São Paulo - 22 de julho de 2001- B12
Colaboração: Paulo Nogueira de A. Sobrinho
Petros e Real Grandeza somam mais de R$ 2,5 bilhões de 'rombo'
Diretorias anteriores esconderam o problema, omitindo-o no balanço das companhias
Rio - Dos oito fundos de estatais que prometem sanear suas finanças, a Petros (Petrobrás) e o Real Grandeza (Furnas e Eletronuclear) são 0s que concentram déficits atuariais mais elevados, em valores equivalentes a 17,5% e 46,6% do ativo líquido de cada um. Avaliado em R$ 1,425 bilhão, o déficit da Petros decorre da frustração da expectativa de que a "geração futura" pagaria o custo do passivo, acumulado ao longo dos anos. Já o do Real Grandeza - R$ 1,083 bilhão - começou a ser feita em 1988, com a incorporação de um número expressivo de funcionários sem o respectivo aporte de recursos ao fundo.
Desde então, jogando para debaixo do tapete as dificuldades da companhia, as sucessivas diretorias da empresa e do fundo esconderam o déficit, só descoberto há pouco mais de um ano, quando Furnas começou a ser preparada para a privatização.
Esconder déficits, aliás, foi uma prática comum dos dirigentes de fundos. A Petros sempre evitou a divulgação de seu primeiro passivo, desde a criação, no inicIo dos anos 70. Na época, o então presidente da Petrobrás, Ernesto Geisel, decidiu não fazer: aporte de recursos necessário na partida do processo. O "buraco" só foi descoberto mais de 20 anos depois, em 1996.
Por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ex-presidente da Petrobrás, Joel Rennó, inclui a insuficiência das contas - resultado de anos de vistas grossas" ao problema - no balanço da estatal. Mas com um valor subavaliado, de apenas R$ 880 milhões, quando seu cálculo real seria de R$ 5,3 bilhões. Só na gestão Henri Philippe Reichstuhl o rombo foi dimensionado corretamente, reconhecido e solucionado. Agora surgiu o segundo, de R$ 1,425 bilhão.
A situação deficitária da Petros se complicou com a autuação da Receita Federal, que cobrou, na semana passada, uma multa milionária relativa ao não recolhimento de contribuições sociais nos últimos cinco anos. O secretário da Receita, Everardo Maciel, foi taxativo e disse que não aceita negociar a retirada da multa.
"A solução para cobrir o déficit terá de ser simultânea à mudança do plano de benefícios", afirma o secretário de Previdência Complementar, José Roberto Savóia. Ele estima que em 60 dias a SPC terá concluído negociações com a Petros para aprovar a fórmula de pagamento do déficit e as regras de migração para o novo plano de benefícios e, assim, completar o saneamento financeiro do fundo.
Mas o custo do passivo terá de ser rateado, meio a meio, entre a Petrobrás e empregados (ativos e aposentados). No caso do Real Grandeza será diferente, o custo do déficit foi assumido inteiramente por Furnas Centrais Elétricas, porque o processo é anterior à legislação que obrigou que os fundos fizessem o rateio. Aliás, a desobrigação da parcela do empregado é o principal incentivo oferecido pelo Real Grandeza aos participantes para migrarem do plano anterior para o novo, de "contribuição definida", onde o empregado vai receber apenas por aquilo que realmente foi recolhido. (S.C.)
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