Associação dos Participantes da PETROS Documento: Investimentos
Fonte: Jornal da Petros- Julho/02
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Leia, também: O caso da Venda do Serrador: Estacionamento - JB 25/11/02


Venda do Serrador: Um bom negócio?

Atualizações de 10 e 20/05/05 com a inclusão da transcrição da notícia publicada na coluna do Boechat abaixo:

(transcrição + comentários)
Hotel Serrador (ex-PETROS): O GRANDE NEGÓCIO

Na coluna de hoje(20/05/05), Boechat inorma que: "Coube a Maria da Conceição Tavares jogar areia, no plano da diretoria da Eletrobrás." "... integrante do conselho, a economista pediu pelo menos três laudos de avaliação." Ao que tudo indica a APAPE acertou mais uma vez. A atual administração da PETROS se omitiu em averiguar o caso. Fonte: JB/Boechat - 20/05/05


Em 27/09/02, deixamos claras nossas dúvidas quanto à venda da ex-sede da PETROS - o antigo Hotel Serrador, que a PETROS afirmava ter sido "Um Bom Negócio".
A coluna de Boechat, no JB de 10/05/05, diz: "Dez estrelas - Mesmo com a recusa do seu fundo de pensão de bancar o negócio, a Eletrobrás está decidida a comprar o antigo hotel Serrador, na Cinelândia. Dia 18, o Conselho de Administração da estatal deverá aprovar a transação com recursos da própria empresa. O preço é quatro vezes maior do que os atuais proprietários pagaram pelo prédio".
Ao que tudo indica a APAPE acertou mais uma vez, porém a atual administração da PETROS se omitiu em averiguar o caso. Fonte: JB/Boechat - 10/05/05


Na Seção Investimento, o Jornal da PETROS, distribuído em Agosto de 2002, dá destaque as seguintes manchetes: "Venda do Serrador: estratégia acertada", "Investimento da Petros no Estacionamento Cinelândia valorizou antiga sede, que voltará a ser hotel de luxo".

O imóvel, antiga Sede da PETROS, foi vendido ao grupo AC Lobato por R$ 19 milhões que seria um valor de R$ 5 milhões acima do preço estimado de mercado.

A PETROS afirma que "Não houve mágica. A valorização do imóvel foi possível graças à estratégia da atual diretoria, que investiu na construção de um estacionamento subterrâneo sob a Praça Mahatma Gandhi em frente ao velho" imóvel. (nossos grifos).

Declara, ainda a PETROS que o imóvel:
  • foi desocupado em 1997 e sua manutenção custava R$ 100.000,00 por mês;
  • não podia ser reaberto porque não tinha estacionamento;
  • foi valorizado em razão da construção do estacionamento;
  • nessa construção participou com 27%, ou seja R$ 6 milhões.
A PETROS não dá detalhes das operações (o que é o seu costume - só diz e mostra o que lhe convém). Mas, com base nessas informações podemos concluir que:
  1. o resultado da operação foi de R$ 13 milhões (R$ 19 milhões - R$ 6 milhões). O custo de manutenção, ao longo dos cinco anos em que esteve sem qualquer utilização, foi de R$ 6 milhões (R$ 100 mil x 60 meses), não considerados taxas ou outros índices de atualização.
  2. logo se o valor estimado era de R$ 15 milhões a PETROS realizou um prejuízo de, no mínimo, R$ 2 milhões de reais.
  3. ou seja foi mais um negócio ruim para PETROS e, conseqüentemente, para nós Participantes.

E os porquês?

Se atual administração da PETROS, liderada pelo Flory, Sólon e outros, é "um exemplo de administração", "que funciona muita bem", que produz "resultados eficientes", "gerida por pessoas honestas", é o próprio exemplo da "qualidade de gestão", conforme se autodefine Flory (vide Jornal da PETROS, Junho/02), quais são as explicações para as seguintes colocações:
  1. Como é possível que um imóvel fique "parado", sem nada render durante 5 anos?
  2. Por que não se procurou dar alguma utilidade ao mesmo?
  3. Antes da mudança de local (há cinco anos), não se sabia que um imóvel desocupado só gera custos?
  4. Por que vender um imóvel cuja tendência à valorização é crescente, vez que seu ponto máximo de valorização será alcançado quando o estacionamento estiver em operação?
  5. O imóvel foi vendido antes do momento adequado?
  6. Como afirmar que o imóvel não poderia ser "reaberto" usando a justificativa de que não possuía estacionamento, quando todos sabemos que a maioria - quase totalidade - dos imóveis, naquela área, não possuem estacionamento, porém, estão sempre ocupados?
  7. Quais foram "as várias soluções que a Diretoria da PETROS estudou" e que demandaram mais de 5 anos para que uma delas viesse a ser implantada?
  8. Qual é o histórico detalhado de toda a operação, desde a época em que a Administração da PETROS decidiu mudar a sua Sede de endereço?
É deplorável que a Diretoria da PETROS insista em querer mostrar fatos que, embora com parcialidade e sem detalhar aspectos importantes, eles, por si só, deixam transparecer dúvidas e incertezas quanto as reais intenções, objetivos e quanto aos resultados pretendidos pelos seus atuais dirigentes. Talvez isso resulte da soberba, da prepotência, e da demagogia empregada pela atual administração da PETROS na gestão do nosso patrimônio.

Enfim, devemos reconhecer, com certeza - está certo Flory, "mágica é que não houve".

Podemos, isto sim, afirmar que a estratégia da operação que culminou na venda do Serrador foi tudo menos o fruto de uma estratégia acertada, talvez tenha sido mais um estratagema da atual Administração da PETROS.


27/09/02
Rodolfo Huhn
Diretor-Secretário da APAPE



Venda do Serrador: estratégia acertada
Investimento da Petros no Estacionamento Cinelândia
valorizou antiga sede, que voltará a ser hotel de luxo

A Petros vendeu sua antiga sede, o Edifício Serrador, localizado no centro do Rio de Janeiro, para o grupo AC Lobato. O imóvel, fechado há cinco anos, foi comprado por R$ 19 milhões, R$ 5 milhões a mais que o valor estimado pelo mercado.

Não houve mágica. A valorização do imóvel foi possível graças à estratégia da atual diretoria, que investiu na construção de um estacionamento subterrâneo sob a Praça Mahatma Gandhi, em frente ao velho hotel fundado no início do século 20 pelo empresário espanhol Francisco Serrador.


Quebra-quebra

O edifício foi parte importante na vida do fundo de pensão. Durante duas décadas a Petros funcionou em suas instalações. Foi necessário na época derrubar muitas paredes e transformar apartamentos e suítes em escritórios para que o hotel tradicional se tornasse um prédio comercial.
A manutenção do
Serrador custava
R$ 100 mil mensais.
Com a valorização do
imóvel, a Petros
pôde, enfim, fazer
um bom negócio


A mudança para a sede atual da Petros, na Rua do Ouvidor, aconteceu em 1997. Desde então, o edifício custava aproximadamente R$ 100 mil por mês à Petros, sem nada render. Foi parte da história, mas estava dando prejuízo.

A diretoria estudou uma série de soluções, mas a reabertura do Serrador era inviável porque o móvel não tinha estacionamento, hoje uma exigência obrigatória para qualquer empreendimento mobiliário de grande porte.


Participação

Foi então, com o objetivo de valorizá-lo, que a Petros firmou parceria com a construtora Triunfo e a empresa de engenharia espanhola TAU para construir um estacionamento.

Foram investidos cerca de R$ 22 milhões no negócio. Deste total, a Petros entrou com cerca de R$ 6 milhões. Houve a valorização do imóvel, o que tornou possível fazer um bom negócio. Além disso, a Petros terá uma participação na receita mensal gerada pelo Estacionamento Cinelândia. Com as obras em andamento, diversas empresas manifestaram interesse pelo Serrador. Oito delas apresentaram propostas que foram analisadas pela Petros: quatro redes hoteleiras, duas universidades particulares, uma administradora de apart-hotéis e uma construtora.

O grupo AC Lobato apresentou melhor proposta e já anunciou que o Serrador voltará a abrigar um hotel.

Obs.: Nossos grifos.

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