Associação dos Participantes da PETROS Documento: O BOCA A BOCA: REAL E VIRTUAL
Fonte: Artigo do Boletim Século 21 varejo
Colaboração: Domingos de Saboya Barbosa Filho
      Manoel Lino de Carvalho - 30/01/02
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Artigo Originário: Boletim Século 21 varejo - www.gc-consultoria.com.br
Colaboração: Domingos de Saboya Barbosa Filho - dsaboya@uol.com.br
Manoel Lino de Carvalho - manoel22@terra.com.br



O BOCA A BOCA: REAL E VIRTUAL

Caro(a) amigo(a),

Alguns de vocês nada têm a ver com a enorme questão que hoje os aposentados da Petrobrás estão vivenciando. A notícia que ora repasso em tese nada tem a ver, também. Ela reflete algo que há pouco tempo atrás jamais teria acontecido e para ilustrar o ponto ao qual desejo chegar exponho um resumo de uma estória ainda não concluída e cujo desfecho deverá ocorrer proximamente. Desfecho este, aliás, que será apenas o fim de uma batalha e não o da guerra!

A Petrobrás - patrocinadora - conjugada com "os do Poder" resolveu mudar seu Plano de Previdência que se mostrava "inconveniente" em face de diversas circunstâncias; entre elas: a mudança da expectativa de vida dos participantes "ativos" (não aposentados) que se somava a uma coleção de erros de gestão de política de pessoal acumulados por anos e sobre os quais ela assumira a responsabilidade pelo que desse ou viesse. Com a mudança, a estratégia seria limpar seu virtual passivo trabalhista compromissado com a massa dos já "assistidos" constituída hoje por cerca de 50.410 aposentados e pensionistas (de um total aproximado de 85.847 participantes dos quais 35.437 estão ainda "ativos"). Como tal, assessorada por uma consultoria internacional, montaram um plano de ação que devem ter presumido bem traçado. A estratégia até poderia ter sido boa caso não tivesse subestimado a capacidade de a massa de aposentados poder se aglutinar e estruturar um pensamento comum em defesa de seus interesses e de seus direitos, formar um corpo que pudesse ter força de pressão e de manifestação de opinião. Esta possibilidade foi negligenciada e uma condição antes inexistente aconteceu: o boca-a-boca virtual - a Internet!

Como aposentado que somos, antes procuramos buscar abrigo em entidade "apolítica" que supúnhamos existir para nos proteger e defender. Ela nos falhou; já tinha sido cooptada por instrumentos ou benesses que só o tempo e auditorias externas nos trarão à tona. Buscamos então afiliar-nos a sindicatos da categoria eis que eles, que já tinham enxergado o espaço disponível, rapidamente ocuparam-no. Buscamos também - por assembléia extraordinária - consignar competência a nossa associação profissional - AEPET - para nos defender da investida sobre os nossos direitos. Precisavam juntar os Davids para enfrentar os Golias.

Enfim, tudo isto foi feito, com rapidez, mas nada tão rápido e eficaz do que a malha que se criou mercê da internet. A rede permitiu a criação do corpo que faltava a uma massa dispersa, "apijamada", hipoteticamente acomodada (?) e supostamente alienada já sem vontade própria ou bem definida. Este o erro. A falha!

Esqueceram que a grande massa desses aposentados entrou para os quadros da Petrobrás através de duríssimos exames de seleção (não raras vezes uma meia dúzia de vagas disputadas por três, quatro mil ou mais candidatos. Certamente esta massa se aposentados concursados tinham, no mínimo e em cada nível disputado, um elevado QI (Quociente de Inteligência) embora existissem aqui e ali uns apaniguados entrantes por janelas de QI (Quem-Indicou). Ora, é atributo de racionalidade, de análise, de indagação, de interpretação, de conclusão e de manifestação de perplexidade a inteligência de cada um. Isto foi negligenciado pelos mentores do plano, se é que as suas intenções tivessem sido sãs desde o início da trama. Como são também supostamente inteligentes, é de se admitir que os mentores do plano cometeram a falha de evitar o diálogo e a discussão, ou foram submetidos a ordens e instruções indeclináveis ou, então, insanas as intenções. Preferiram a contratação de pseudos líderes (mal treinados ou não tão convencidos do que defendiam e tampouco do âmago do que externalizavam) subestimando o atributo mais valioso e não adormecido, comum aos aposentados: a inteligência. E, como já dissemos, a INTERNET!

Esta estória ainda não terminou. Está próxima do fim da batalha. Ansiamos para que seja o fim da guerra.

Isto tudo explica o mote aproveitado e enriquece o que está dito no encaminhamento da mensagem VAREJO SÉCULO 21 - Boca a BOCA

Um abraço do Saboya
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Assunto: Varejo Seculo 21 - Boca a Boca
Data: Sat, 2 Feb 2002 15:15:21 -0200
De: Manoel Lino de Carvalho - manoel22@terra.com.br

Companheiros.

Alguns de vocês estiveram presente numa reunião realizada na PB, no ano passado e ouviram que, quando começasse a campanha pró migração, ela seria "avassaladora" e, em menos de um mês, teríamos um número superior a 50% de migrantes. Lembram-se?

Pois muito bem, sem a capacidade financeira para fazer face a "campanha avassaladora", partimos para o boca a boca e..........funcionou. Agora, vamos partir para a DESMIGRAÇÃO. É uma briga tipo David e o gigante Golias mas, como na bíblia, nos havemos de vencer!

Um abraço.

Carvalho.





www.gc-consultoria.com.br


Boca a Boca

O velho e tradicional sistema de propaganda boca a boca está deixando de ser um privilégio das pequenas empresas para tornar-se uma estratégia milionária

Em meados de 2001, a Electronic Arts’s, uma grande empresa norte-americana produtora de jogos por computador, contratou cerca de 30 atraentes garotas para circular em bares freqüentados por jovens executivos no horário do fim de expediente. Elas chegavam e cochichavam algo no ouvido do barmann e deixavam um cartão de visitas com a intrigante frase Salve-me, com um número de telefone.

Nove em cada dez clientes não resistiam à tentação de ver o cartão e ligavam para o número, obviamente pensando em alguma aventura. Do outro lado da linha atendia uma voz insinuante que imediatamente convidava o interessado a descobrir como salvar a heroína do novo jogo on-line, chamado Majestic.

A revista Business 2.0 revelou que a Electronic Arts’s recebeu quase 10 mil ligações só na cidade de San Francisco, mesmo tendo distribuído não mais de 2 mil cartões. Em matéria de retorno do investimento, os resultados foram simplesmente fantásticos.

Segundo uma pesquisa realizada em maio de 2001 pela empresa McKinsey & Co, a propaganda boca a boca é responsável direta por 67% das vendas de bens de consumo nos Estados Unidos.

O fenômeno mostra o enorme potencial do fator humano no chamado marketing viral, aquele que se espalha com a velocidade de uma gripe. Até corporações respeitáveis como a Ford e a Wal-Mart estão revisando suas estratégias para dar mais importância ao boca-a-boca.

Também não é por acaso que o livro Anatomia do Rumor (The Anatomy of Buzz), escrito por Emanuel Rosen, voltou a entrar nas listas dos mais lidos. Rosen, um experiente marqueteiro, entrevistou executivos de 150 empresas norte-americanas e descobriu coisas surpreendentes, como por exemplo: 57% dos compradores de carros novos tomam decisões baseados em palpites de amigos; quase 100% dos consumidores de novidades eletrônicas são movidos pelo desejo de não ficarem atrás de colegas; ainda na área eletrônica, cada consumidor fala das novidades que comprou para 12 outras pessoas, em média; 53% das pessoas assistem a um filme por recomendação de algum conhecido; em matéria de vestuário, Rosen garante que mais da metade das pessoas seguem palpites alheios; e na saúde, o boca-a-boca bate qualquer outra forma de publicidade: nada menos que 70% dos norte-americanos escolhem um médico ou hospital baseado em alguma recomendação pessoal.

No setor de viagens, 43% das vendas de passagens nos Estados Unidos resultam de propaganda viral à base de opiniões de amigos, parentes ou colegas de trabalho.

Até recentemente, as personalidades badaladas eram as mais procuradas pelas empresas de marketing e publicidade para fazerem recomendações ou sugestões. Mas agora a ênfase passa a ser dada aos anônimos, porque as agências descobriram que as campanhas boca a boca ficam muito mais baratas e nem por isso menos eficientes.

Outras empresas simplesmente começaram a mandar funcionários para lojas para conversarem com clientes e interessados sobre novos produtos. Não são vendedores; são simplesmente pessoas que se disfarçam de compradores para trocar dicas com outros compradores. A Big Fat, por exemplo, usa esse recurso para vender DVDs.

Na próxima newsletter: "Como fazer um boca-a-boca eficiente."

Por Carlos Castilho - Revista Empreendedor - www.empreendedor.com.br





Companheiros.

Ontem enviei-lhes uma reportagem sobre o BOCA A BOCA, hoje, segue COMO FAZER UM BOCA A BOCA EFICIENTE. É bom que aprendamos a faze-lo para continuar nossa luta, no que se refere a levar informações, sobre o PPV, a fim de fornecer, aos companheiros desinformados, conhecimentos que lhes proporcione condições de fazer uma opção consciente, que não venha a lhes trazer arrependimentos futuros. O Sr. Flory afirmou, em sua CARTA ABERTA AOS PARTICIPANTES da Petros, que muitos que desejam migrar estão sendo impedidos. |Isto não é verdade, todos o sabem. Os esclarecimentos que adquirem é que os fazem desistir de ingressar no PPV. Neste caso, já vimos, o boca a boca funciona e, muito bem. Portanto, à leitura.

Carvalho


Boca a BocaComo fazer um boca-a-boca eficiente.

No seu livro, Emanuel Rosen alinha as seguintes sugestões para fazer um boca-a-boca eficiente:

1. Como nunca se sabe ao certo qual o argumento que terá mais efeito, escolha no mínimo 10 razões diferentes e comece a espalhá-las. Duas delas vão funcionar maravilhosamente bem, cinco darão algum resultado e as restantes serão um fracasso. Depois dessa fase inicial, escolha as que deram certo e vá em frente.

2. Os bate-papos (chats) na internet estão ganhando o lugar de honra em matéria de boca-a-boca. Em segundo lugar vêm as rodas de bar, conversas no táxi ou ônibus e festas familiares.

3. Uma campanha boa a boca tem que ser tratada como coisa séria e não como uma iniciativa amadora. Os responsáveis devem conferir os resultados permanentementes.

4. Colunas sociais e cartas de leitores funcionam maravilhosamente quando se trata de promover serviços de utilidade pública.

5. O propagandista mais eficiente é aquele que não age como promotor e nem procura convencer pessoas. Ele simplesmente fala da sua própria experiência.

6. O inusitado ou inesperado funciona muito bem em matéria de roupas e adereços, não importando se parece feio ou desajeitado. O fato de alguém estar usando já é suficiente para ser notado e imitado.

7. Uma loja de artigos esportivos contratou anônimos praticantes do jogging para usar um novo modelo nos lugares onde as pessoas correm nos fins de semana. As vendas aumentaram 35% só por causa das trocas de dicas entre os corredores.

8. Verdade e honestidade são fundamentais. As pessoas já não podem ser enganadas tão facilmente na era da avalancha informativa.

9. Estratégias como "sugira a um amigo" são capazes de oferecer grandes resultados a um preço baixíssimo. Na internet, elas são especialmente rentáveis porque é facílimo passar adiante um dica ou sugestão.

10. Os funcionários de sua própria empresa são os agentes mais eficientes do boca-a-boca. Se o seu produto é realmente bom, eles serão os primeiros a contar suas vantagens a amigos e parentes.

11. O boca-a-boca começa na verdade antes mesmo de o produto ou serviço ser oferecido aos consumidores. Fabricantes de equipamentos esportivos costumam testar projetos na rua antes de produzi-los. Quem foi consultado geralmente acaba comprando.

Por Carlos Castilho - revista Empreendedor - www.empreendedor.com.br

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