Associação dos Participantes da PETROS Documento:
Salete Lemos
Fonte: Diversos - 09/09/07
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Comentários da Participe da APAPE:
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Salete Lemos: Falar a verdade é demissão Salete Lemos é uma jornalista que, junto com Boris Casoy, era âncora do Jornal da TV Record. Como criticavam "sem papas na língua" acabaram sendo demitidos, pois a mídia "deve" muito ao poder público. Então, quando não há um suporte político de enfrentamento por parte da emissora - contestando o poder - só lhes resta a demissão.

Este foi o caso de Salete Lemos, que depois de "afastada" da TV Record, deixou, novamente, de ser âncora do Jornal da Cultura. Falou, simplesmente a verdade, disse que os Bancos não fornecem o extrato das cadernetas de poupança por conveniência própria.

A APAPE já havia se pronunciado sobre reunião dos magistrados da justiça especial do Rio de Janeiro que estabeleceram uma espécie de "súmula" em que todos os juízes julgam extinto o processo quando o pedido da ação de expurgos dos planos econômicos não é amparado nos extratos, por ser pedido iliquido. Afronta, no nosso particular entender, à Constituição Federal!

Seria piada, se não fosse no Brasil.

Esta é a realidade brasileira. Para aqueles que conseguem ainda manter um censo crítico, já não é fácil formar opinião - se é que se consegue - do que acontece no mundo, que dirá no Brasil; diríamos ser quase impossível.

Veja o vídeo.

10/09/07
Rodolfo Huhn - Diretor Secretário da APAPE



O FUXICO ofuxico.uol.com.br/Materias/Noticias/noticia_23837.htm
29/05 - 15:13 TV Cultura reformula seu jornalismo e contrata Salete Lemos
A partir do próximo mês, a TV Cultura pretende dar uma repaginada em seu jornalismo. Para tanto, a emissora assinou contrato com a jornalista Salete Lemos que, durante muito tempo, trabalhou ao lado de Boris Casoy, na Record.
Segundo a assessoria de imprensa do canal, caberá a Salete comandar um novo jornalístico, que deverá estrear no dia 5 de junho, às 22h, horário novo na grade. O programa será transmitido de segunda à sexta-feira. A jornalista irá ancorar a atração sozinha, na bancada.
Outras mudanças ocorrerão. O jornalístico da hora do almoço será exibido das 12h às 13h30. Atualmente, ele é exibido das 12h às 12h30.
"Com isso, o jornal crescerá no horário. Além disso, às 19h, haverá estréia de outro. Os programas, que na atualidade são exibidos no período das 22h às 22h30, serão remanejados para outros períodos ainda em estudo", conta a assessoria a OFuxico.
Os jornalistas e equipe de repórteres a assumirem tais responsabilidades também estão em estudo pela direção da emissora. Sabe-se que Heródoto Barbeiro, que hoje é âncora do Jornal da TV Cultura, deverá ser remanejado. Existem fortes indícios que ele estará à frente do programa das 19h, e dividirá a bancada com um outro profissional. Já o futuro de Valéria Grillo, que hoje trabalha com Heródoto, ainda não foi definido.
Outra novidade é que os jornalísticos da emissora ganharão um único nome: Jornal da TV Cultura. Todos os três jornalísticos serão denominados da mesma forma.
Andréia Takano


ENCALHE
Filial do blog O CATA-MILHO humbertocapellari.wordpress.com/2007/08/30/salete-lemos-critica-paulo-markun
Salete Lemos critica Paulo Markun do Comunique-se
29/8/2007
"Paulo Markun não tem interesse no bom jornalismo". Salete Lemos deixou a TV Cultura em julho passado e se isolou, segundo a própria, por um curto tempo, chateada com a demissão - o anúncio de sua saída da emissora deu-se durante as férias da jornalista. A apresentadora e âncora conta que sua saída aconteceu ao mesmo tempo em que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) a procurou para pedir uma retratação a um comentário que ela fez no Jornal da Cultura sobre os bancos (assista ao vídeo no pé da matéria).
"A Febraban me procurou. Perguntei se passei alguma informação improcedente. Não ia me retratar já que elas procedem", disse ao Comunique-se. Salete apresentou uma matéria sobre o Plano Bresser e acusou os bancos de enriquecimento ilícito e de sonegar extratos.

Independência editorial
A jornalista credita sua demissão a uma possível pressão da Febraban - ela mencionou o Bradesco como patrocinador do Jornal da Cultura, mas o departamento de comunicação da emissora informou que o patrocínio vem do Banco Real. "Não sei o que a elite e o poder esperam dos jornalistas. Ou todos os jornais estão vendidos ou não sei o que está se passando. Não há qualidade, nada que dê respaldo a crítica. Está complicado trabalhar. A independência editorial que eu aprendi a fazer com o Boris [Casoy] por 12 anos, a crítica, a conscientização, nada disso é feito. Estou perdida no mercado. Preciso ir para a Argentina", disse, lembrando também de sua saída da Record com Casoy em dezembro de 2005 - críticas do jornalista ao governo Lula teriam colaborado para sua demissão da Record.

À procura de trabalho
Até o momento não apareceu nenhuma proposta de trabalho para Salete. Mas ela colaborou com o último programa da Hebe, no SBT, ao responder perguntas do público sobre decisões do governo que afetam o bolso dos consumidores. "Da primeira vez que fui ao programa, Hebe disse por três vezes que vou trabalhar com ela. Três dias depois a produção dela me ligou convidando para fazer essa participação. Recebi um cachê, mas não tenho nada assinado com o SBT. Mas sempre que ela me chamar, estarei lá".

Críticas a Markun
Quando apresentava o Jornal da Cultura, a estrutura era reduzida. Eram cinco editores produzindo o conteúdo do telejornal. "O jornal dava três pontos no Ibope. Nunca nos deixamos abater pela pouca estrutura da emissora".
Ela critica Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, dizendo que não entende a gestão do colega de trabalho. "Ele mudou tudo, demitiu todos os jornalistas da rádio, outros da TV. Hoje o Jornal da Cultura está totalmente descaracterizado". Markun, no lançamento do DocTV Iberoamérica, comentou que o jornalismo da emissora passa por uma reformulação para aumentar o espaço para análises e debate, "e a Salete foi dispensada dentro deste projeto, que envolverá uma série de modificações. Nem li essa notícia". Questionado se o projeto envolve mais demissões, o jornalista respondeu com um "Não sei".

Febraban e TV Cultura
O superintendente de comunicação da Febraban, William Salasar, confirma que procurou Salete pedindo que se retratasse. Ele nega qualquer pressão na TV Cultura pedindo a demissão da apresentadora. "Ela falou de apropriação indébita, fez calúnias. No caso do Plano Bresser, a questão nem foi julgada e ela já condenou os bancos, o que não é jornalisticamente correto", respondeu.
Salasar conta que Salete concordou em incluir na pauta uma entrevista com um porta-voz da Febraban quando voltasse de férias, o que não aconteceu. "Ficamos sem matéria", lamenta.
"A rescisão de contrato da Fundação Padre Anchieta com Salete Lemos não teve relação com nenhum comentário que a jornalista tenha feito na apresentação do Jornal", limitou-se a dizer a Comunicação da Cultura.


FOLHA OnLine
Salete Lemos critica TV Cultura e diz que foi demitida por censura
29/08/2007
Salete Lemos está fazendo participação fixa, com cachê, no "Hebe", mas ainda não digeriu sua demissão da Cultura, em julho. Ela diz que foi dispensada após criticar os bancos e o governo. "Um banco ameaçou tirar o patrocínio se eu não me retratasse no ar. A Cultura perdeu o compromisso com a liberdade editorial", afirma Salete. A Cultura diz que a demissão dela não teve relação com o comentário.


Salete Lemos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Salete Lemos é uma jornalista brasileira.
Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, com especialização em macroeconomia, finanças, teoria econômica, comércio exterior e economia ambiental pela Fundação Getúlio Vargas, Salete faz parte de uma geração de jornalistas que cresceu na mídia impressa antes de ingressar na televisão. Começou sua carreira como revisora do jornal Diário de S. Paulo e, em seguida, de O Estado de S. Paulo. Lá, passou para a redação na editoria de esporte, sua primeira grande escola. Assídua leitora de jornais, ela se incomodava em não conseguir entender os cadernos de economia. Para decifrá-los, passou a "perseguir" o editor de economia, Celso Ming, para tirar dúvidas. "Eu era uma pentelha. Pegava tanto no pé dele que fui transferida da editoria de esportes para economia", contou em entrevista.
Depois de passar pela revista Exame, Rádio Jovem Pan, SBT e CBN, entre 1996 e 1997 trabalhou na Rede Globo. Depois foi para a Rede Record, onde era a escudeira-mor de Boris Casoy. Atualmente está na TV Cultura, onde apresenta o Jornal da Cultura, que estreou no dia 5 de junho de 2006 e é exibido de domingo a segunda, às 22h. Chegou uma vez a declarar que tem ojeriza de televisão aberta, mas abria exceção à TV Cultura.
De temperamento forte, a jornalista chegou certa vez a encerrar antes da hora a apresentação do Jornal da Record Segunda Edição. Ela não suportou o cheiro de solvente utilizado na reforma do cenário e disse ao vivo que não podia continuar por causa do "cheiro de Tinner". "Eu poderia ficar sem voz a qualquer momento. Fiquei muito irritada, foi uma reação impulsiva", disse ela a IstoÉ. O jornal acabou 18 minutos antes do horário normal. Apesar do episódio, ela não foi punida pela direção da casa.
Por duas vezes ganhou o Prêmio Esso, em 1985 e 1987, atuando como repórter especial do Jornal da Tarde e de O Estado de S.Paulo. Fora do trabalho, Salete encontra tempo para pegar onda (pois o surfe é a sua paixão), jogar bola, estudar inglês, fazer academia e curtir intensamente a vida ao lado dos filhos Yuri (19) e Marina (16).




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